Home Justiça e Segurança Justiça do Tocantins condena influenciadores por rifas ilegais; entenda a sentença

Justiça do Tocantins condena influenciadores por rifas ilegais; entenda a sentença

por Revista Cenariun

A 3ª Vara Criminal de Palmas proferiu, nesta sexta-feira (23), a sentença envolvendo os influenciadores digitais Evoney Fernandes, Fábio Netto e Hitalon Bastos. O trio foi condenado pela promoção de rifas ilegais na internet, em um caso que ganhou repercussão após a operação “Tá no Grale”, da Polícia Civil.

Movimentação milionária e penas aplicadas

De acordo com os autos do processo, os influenciadores movimentaram aproximadamente R$ 4,5 milhões em um período inferior a um ano (entre maio de 2022 e fevereiro de 2023). A Justiça identificou a realização de 36 sorteios sem a devida autorização do Ministério da Fazenda.

As penas estabelecidas foram:

  • Evoney Fernandes: 1 ano e 15 dias de prisão simples.
  • Hitalon Bastos: 1 ano e 15 dias de prisão simples.
  • Fábio Netto: 9 meses e 11 dias de prisão simples.

Por serem réus primários, o juiz Márcio Soares da Cunha determinou a substituição das penas privativas de liberdade por penas restritivas de direitos, como a prestação de serviços à comunidade.

Absolvição de crimes mais graves

Um ponto relevante da sentença foi a absolvição dos influenciadores quanto às acusações de lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular. A Justiça entendeu que não houve intenção de ocultar a origem dos recursos, uma vez que os bens eram registrados em nomes próprios e expostos publicamente.

Além disso, a defesa comprovou a entrega dos prêmios aos ganhadores, o que afastou a acusação de fraude nos sorteios. Com essa decisão, o magistrado determinou a imediata liberação dos bens e valores que haviam sido bloqueados durante as investigações.

Regulamentação de sorteios no Brasil

O magistrado destacou na sentença que a exploração comercial de loterias e sorteios exige autorização prévia. Embora a defesa tenha alegado desconhecimento da ilegalidade, a Justiça reforçou que profissionais que monetizam a própria imagem e movimentam altos valores têm a obrigação de verificar a conformidade legal de suas atividades.

Os condenados poderão recorrer da decisão em liberdade.

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