A cotonicultura no Tocantins entra em uma nova fase de rigor fitossanitário. O Governo do Estado, por meio da Adapec, publicou a Instrução Normativa (IN) nº 02/2026, que estabelece novas datas para o vazio sanitário — agora 20 dias mais longo — e regras estritas para o transporte de subprodutos. O objetivo central é o combate ao bicudo-do-algodoeiro, praga que pode inviabilizar economicamente as lavouras.
Com a cultura do algodão em plena expansão em solo tocantinense, a Adapec atualizou o Programa Estadual de Prevenção e Controle para garantir segurança aos investidores. A nova normativa exige atenção redobrada dos produtores, especialmente quanto aos prazos de cadastramento e manejo de safra.
As Principais Mudanças:
- Vazio Sanitário Estendido: O período em que é proibida a presença de plantas vivas de algodão no campo foi ampliado. O novo prazo oficial é de 20 de setembro a 10 de dezembro (anualmente). A medida visa interromper o ciclo de vida do bicudo pela ausência de alimento.
- Segunda Safra sob Responsabilidade: Cultivos de segunda safra devem utilizar variedades de ciclo curto, garantindo que a destruição dos restos culturais ocorra integralmente antes de 20 de setembro.
- Logística Blindada: O transporte de algodão em caroço, pluma ou resíduos agora exige cobertura com vedação total. O objetivo é impedir que sementes ou restos caiam nas rodovias e gerem plantas “tigueras” (voluntárias), que servem de abrigo para pragas.
Todo produtor deve registrar sua propriedade na Adapec nos seguintes prazos:
- 1ª Safra: Até 15 de janeiro.
- 2ª Safra: Até 30 de março.
Marley Camilo, gerente de sanidade vegetal da Adapec, reforça que a legislação acompanha o crescimento da área plantada. “O bicudo-do-algodoeiro causa prejuízos severos. Essas medidas possibilitam que o estado produza com qualidade e que o cotonicultor invista com segurança”, afirmou.
A atualização das regras pela Adapec sinaliza que o Tocantins pretende consolidar-se como um player relevante na produção de fibras, mas entende que o crescimento exige vigilância. Para o produtor, o custo de conformidade com a nova IN é compensado pela redução do risco de infestações maciças, preservando a produtividade das safras futuras.
#RevistaCenariun #AgroTO #Algodão #Adapec #VazioSanitário #BicudoDoAlgodoeiro #Agronegócio #Tocantins2026 #DefesaVegetal #Cotonicultura
Foto: Welcton de Oliveira/Governo do Tocantins