O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), oficializou a suspensão temporária da obrigatoriedade da vacina contra a Influenza Equina. A decisão, publicada no Diário Oficial através da Portaria nº 64, desobriga a comprovação do imunizante para que cavalos, asininos e muares participem de eventos agropecuários no estado.
A mudança atende a uma recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), motivada por um desabastecimento nacional das vacinas. Sem o produto disponível nas prateleiras, a manutenção da exigência inviabilizaria o trânsito de animais e a realização de eventos, gerando prejuízos econômicos ao setor.
O que muda para o produtor e organizador?
Embora a vacina não seja cobrada neste momento, o rigor sanitário sobre outros pontos permanece elevado. É fundamental que o proprietário de animais fique atento aos seguintes critérios:
- GTA Obrigatória: A Guia de Trânsito Animal continua sendo indispensável para qualquer transporte de equídeos.
- Vigilância Ativa: Organizadores de eventos devem comunicar imediatamente à Adapec qualquer animal que apresente sinais de doenças respiratórias.
- Controle de Ingresso: A identificação dos animais participantes nas entradas das feiras e parques deve ser rigorosa.
Entenda a Doença
A Influenza Equina é uma enfermidade viral altamente contagiosa, mas é importante destacar que não é uma zoonose — ou seja, não há risco de transmissão de animais para seres humanos. Ela afeta exclusivamente o sistema respiratório de cavalos, mulas e jumentos.
De acordo com Joyce Camila Pereira, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos, a suspensão é uma medida de exceção. A Adapec monitora o quadro epidemiológico e poderá revogar a portaria assim que o fornecimento do imunizante for normalizado nas distribuidoras brasileiras.
Resumo da Portaria nº 64
- Medida: Suspensão da vacina contra Influenza Equina para eventos.
- Motivo: Falta de vacinas no mercado nacional.
- Duração: Enquanto durar o desabastecimento.
- Exigências Mantidas: GTA e outros exames (como Anemia Infecciosa Equina e Mormo) seguem obrigatórios conforme cada categoria.
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Foto: Keven Lopes/Governo do Tocantins