Home TOCANTINS Ancestralidade e Renda: Projeto “Sabores e Saberes” fortalece o protagonismo de mulheres quilombolas na Barra da Aroeira

Ancestralidade e Renda: Projeto “Sabores e Saberes” fortalece o protagonismo de mulheres quilombolas na Barra da Aroeira

por Revista Cenariun

A Comunidade Quilombola Barra da Aroeira, em Santa Tereza do Tocantins, recebeu no último sábado (8) a visita técnica que marca o início do projeto “Sabores e Saberes da Barra da Aroeira”. Coincidindo com o Dia Internacional da Mulher, a ação reuniu lideranças e cerca de 150 famílias para planejar oficinas de gastronomia sustentável baseadas em frutos do Cerrado e receitas ancestrais. A iniciativa, realizada pelo Instituto Brasil Sustentável com parcerias estratégicas, utiliza a culinária como motor de autonomia financeira e valorização da identidade cultural para 50 mulheres da comunidade.

A Gastronomia como Ferramenta de Autonomia

O projeto não se limita ao ensino de técnicas culinárias; ele atua na intersecção entre cultura e empreendedorismo feminino.

  • Resgate de Receitas: Identificação de pratos transmitidos entre gerações que agora ganharão técnicas para comercialização.
  • Produtos do Cerrado: Valorização de ingredientes nativos (frutos, sementes e raízes) como base para uma cozinha-show autêntica.
  • Educação Financeira: Além das panelas, o projeto inclui formação em gestão e autonomia econômica.

Parceria e Desenvolvimento Local

A iniciativa é uma colaboração entre o Instituto Brasil Sustentável, A Barraca e o projeto Raízes Gastronômicas, sob a direção da chef Ruth Almeida. Contemplado pelo edital “Sementes da Ancestralidade”, o projeto busca combater a invisibilidade cultural da comunidade, que, apesar de reconhecida, ainda enfrenta desafios de vulnerabilidade.

O que vem por aí:

  1. Apostila de Receitas: Registro documental dos saberes da Barra da Aroeira.
  2. Minidocumentário: Registro audiovisual com relatos das participantes e suas trajetórias.
  3. Feira Gastronômica e Cultural: Evento final na própria comunidade para comercialização dos produtos e fortalecimento do turismo de base comunitária.

Vozes do Projeto

Para a idealizadora e produtora cultural Cinthia Abreu, o foco é reconhecer as mulheres quilombolas como guardiãs de um patrimônio imaterial. “A gastronomia é um caminho para a autonomia econômica. Queremos que esse conhecimento se transforme em oportunidades reais”, explica. A chef Ruth Almeida reforça que a união de técnicas gastronômicas com a identidade quilombola torna os pratos atrativos para o mercado sem descaracterizar a tradição.

#RevistaCenariun #BarraDaAroeira #QuilombolasTocantins #GastronomiaCerrado #RuthAlmeida #EmpreendedorismoFeminino #CulturaAfroBrasileira #SantaTerezaDoTocantins #EconomiaCriativa

Foto: Divulgação/Cinthia Gomes de Abreu 

Notícias relacionadas