A partir desta terça-feira, 31 de março, os preços dos medicamentos no Brasil passam por uma nova atualização. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) publicou no Diário Oficial da União os parâmetros para o reajuste de 2026, definindo tetos que variam entre 1,13% e 3,81%, dependendo da categoria e da concorrência de cada remédio.
Diferente de anos anteriores, como em 2025 quando o teto chegou a 5,06%, o índice atual é mais moderado, refletindo o comportamento da inflação oficial (IPCA) e fatores técnicos de produtividade do setor. Vale ressaltar que os valores divulgados são limites máximos permitidos, e não aumentos obrigatórios para todas as farmácias.
Como ficam os novos preços por categoria?
O reajuste é escalonado em três níveis, priorizando a manutenção do acesso a tratamentos de alta complexidade:
- Nível 1 (Alta Concorrência): Reajuste de até 3,81%. Inclui itens de uso frequente como analgésicos, antibióticos comuns, anti-hipertensivos e remédios para diabetes.
- Nível 2 (Concorrência Intermediária): Reajuste de até 2,47%. Abrange anticoncepcionais hormonais, medicamentos para saúde mental e algumas linhas cardiovasculares.
- Nível 3 (Baixa Concorrência): Reajuste de até 1,13%. Aplicado a medicamentos mais específicos, como os utilizados em tratamentos oncológicos, doenças autoimunes e inflamatórias.
O que não muda de preço agora?
Nem todos os produtos da farmácia seguem a regra da CMED. Estão fora deste reajuste anual:
- Fitoterápicos e Homeopáticos.
- Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs): Como antiácidos, cremes para assaduras e descongestionantes nasais.
A vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Tocantins (CRF-TO), Marta Rocha, reforça que, mesmo para os produtos isentos de receita, a orientação do farmacêutico no balcão é indispensável para evitar a automedicação incorreta.
Dicas para economizar
Para o consumidor tocantinense que precisa manter tratamentos contínuos, o presidente do CRF-TO, Amilson Álvares, aponta o caminho da economia segura: a intercambialidade.
“Basta pedir ao farmacêutico para substituir o produto de marca pelo genérico. Por lei, o genérico deve ser, no mínimo, 30% mais barato que o de referência, garantindo a mesma eficácia e segurança”, orienta Álvares.
Além disso, pesquisar em diferentes redes e utilizar programas de fidelidade ou benefícios de laboratórios pode ajudar a amortecer o impacto do reajuste no orçamento familiar deste mês.
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Fonte: Assessoria de Comunicação CRF-TO
Foto: CFF