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Casos suspeitos de dengue triplicam em Araguaína e colocam unidades de saúde em alerta máximo

por Revista Cenariun

Araguaína enfrenta um cenário crítico na saúde pública com as notificações de dengue triplicando nos últimos dois meses em comparação ao mesmo período de 2025. O aumento de 300% nos casos suspeitos mobilizou a UPA, o PAI e o HMA, que operam agora em regime de alerta máximo para atender a alta demanda e garantir a reposição urgente de testes laboratoriais.

O balanço mais recente da Prefeitura de Araguaína aponta 1.080 casos notificados, com 302 confirmações e três mortes sob investigação. A pressão sobre o sistema de saúde é visível na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio Dias Carneiro e no Pronto Atendimento Infantil (PAI), onde a busca por testes rápidos tem sido constante.

Desafios no Atendimento:

  • Reposição de Insumos: Waldemar Cardoso, diretor-geral das unidades geridas pelo ISAC, explicou que a alta procura exige compras de testes rápidos em intervalos cada vez menores para evitar o desabastecimento.
  • Diagnóstico e Cuidados: O Dr. João Paulo Suleiman, diretor técnico da UPA, reforça que não há cura medicamentosa direta para a dengue; o foco do tratamento é o manejo dos sintomas e a hidratação rigorosa para evitar complicações graves.
  • Fase Crítica: Especialistas alertam que o maior perigo ocorre quando os sintomas iniciais (febre e dor) desaparecem. Uma piora brusca após o quinto dia pode indicar evolução para a dengue hemorrágica.

Atenção Redobrada com Crianças

No PAI, a Dra. Kaoma Vaz orienta os pais a ficarem atentos a sinais de alarme como dores abdominais, vômitos persistentes e irritabilidade. A recomendação é buscar atendimento imediato em caso de sangramentos ou tonturas. Além do uso de repelentes, a vacinação é indicada como ferramenta vital de prevenção.

Orientações dos Especialistas:

  • Prevenção Física: Uso de roupas que protejam o corpo e aplicação frequente de repelentes.
  • Vacinação: Disponível na rede pública para crianças de 10 a 14 anos, e na rede particular para o público entre 4 e 60 anos.
  • Automedicação: É fundamental evitar o uso de medicamentos não prescritos, que podem agravar o risco de sangramentos.

O surto atual em Araguaína exige uma resposta coordenada entre o poder público e a população. Enquanto as unidades de saúde reforçam as escalas e o estoque de insumos, a conscientização sobre a eliminação de focos do mosquito e a busca imediata por atendimento ao surgirem sinais de gravidade são as principais estratégias para reduzir a letalidade da doença na região.

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Foto: Divulgação

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