O Tocantins registra um início de ano alarmante no combate às arboviroses. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), os casos confirmados de dengue saltaram de 50 para 171 nas primeiras semanas de 2026 — um aumento de 242% em comparação ao mesmo período de 2025. O cenário, impulsionado pela combinação de calor e chuvas, acende um alerta crítico para o público infantil, que possui maior vulnerabilidade a complicações graves.
O monitoramento realizado via SINAN-ONLINE aponta que a proliferação do mosquito Aedes aegypti tem encontrado ambiente favorável em todo o estado. Embora a doença atinja todas as faixas etárias, especialistas reforçam que crianças de até cinco anos exigem monitoramento rigoroso, pois podem apresentar uma evolução clínica muito mais rápida para quadros de gravidade.
De acordo com a pediatra Karina Novaes, do Hospital Pediátrico de Palmas (HPP), a desidratação e a queda de plaquetas são os principais vilões. Além disso, a dificuldade dos bebês em comunicar sintomas específicos torna o diagnóstico um desafio que depende da observação atenta dos pais.
Sinais de Alerta (O que observar):
- Febre persistente e sonolência excessiva;
- Vômitos repetidos e dor abdominal intensa;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Recusa de alimentos e líquidos (sinal de desidratação).
“A criança pequena pode piorar em poucas horas. O diagnóstico precoce e o acompanhamento correto reduzem drasticamente o risco de complicações e óbitos”, explica a Dra. Karina Novaes.
A SES-TO reforça que o controle dos criadouros dentro das residências ainda é a ferramenta mais eficaz. Medidas como a limpeza de calhas, vedação total de caixas d’água e a eliminação de qualquer objeto que acumule água parada são decisivas para frear a curva de crescimento da doença no estado.
O salto de 242% nos casos de dengue no Tocantins não é apenas um número estatístico, mas um chamado urgente para a mobilização social. Com o sistema de saúde em vigilância, a responsabilidade individual na limpeza de quintais e a busca imediata por atendimento médico ao primeiro sinal de alerta são os pilares para evitar que este surto se transforme em uma crise sanitária infantil sem precedentes no estado.
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