Um caso grave envolvendo a cúpula da Polícia Militar do Tocantins veio à tona e está sob análise da Justiça Militar. Uma soldado da corporação denunciou o tenente-coronel Adão Pereira dos Santos por assédio sexual e agressão física. O episódio teria ocorrido durante uma confraternização, onde a militar afirma ter sido atingida por um tapa no rosto após recusar um beijo forçado do superior.
De acordo com o relato da vítima, o oficial teria insistido em comentários constrangedores e de teor pejorativo. A situação escalou quando, após a negativa da soldado, o tenente-coronel teria tentado beijá-la à força segurando seu pescoço. Além do tapa, a denúncia aponta que ele tentou imobilizá-la com uma “chave de braço”, sendo contido por outras pessoas presentes no evento.
Investigações e Medidas Institucionais
O tenente-coronel, que ingressou na PM em 1998 e comanda o policiamento especializado, foi indiciado pela Corregedoria por crimes contra a dignidade sexual, assédio, importunação, abuso de autoridade e violência contra inferior hierárquico.
Situação atual do caso:
- Justiça Militar: O Inquérito Policial Militar (IPM) foi concluído com parecer pelo indiciamento e encaminhado ao Judiciário.
- Esfera Civil: Um procedimento paralelo tramita na Delegacia da Mulher.
- Acompanhamento: A soldado está afastada de suas funções com suporte psicológico, enquanto o oficial permanece em atividade.
- Sigilo: O processo corre em segredo de Justiça para preservar as investigações.
O posicionamento da Defesa
Em nota oficial, a defesa de Adão Pereira dos Santos reafirmou a inocência do oficial. Os advogados destacam que não há decisão condenatória e que o militar possui uma trajetória de mais de três décadas sem máculas. A defesa também criticou o que chamou de “julgamentos antecipados” e ressaltou que a divulgação de informações parciais pode causar prejuízos irreparáveis.
Resposta da Polícia Militar
A PMTO declarou que não compactua com qualquer forma de violência ou assédio. A corporação destacou que, desde 2024, implantou a Comissão de Implementação de Políticas em Atenção à Mulher (CIPAM) e a Ouvidoria da Mulher, canais criados para acolher denúncias de gênero e garantir a proteção das policiais.
“A Polícia Militar do Tocantins reitera que adotou todas as medidas legais e administrativas cabíveis e que possui protocolos rigorosos de controle e responsabilização”, informou a nota institucional.
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Foto: Reprodução/TV Anhanguera