Home PALMAS Despedida que virou esperança: doação de órgãos de jovem no HGP ajuda a salvar cinco vidas

Despedida que virou esperança: doação de órgãos de jovem no HGP ajuda a salvar cinco vidas

por Revista Cenariun

A primeira captação de órgãos de 2026 no Hospital Geral de Palmas (HGP), realizada neste domingo (15), foi marcada por uma homenagem emocionante ao doador Alex de Albuquerque Silva, de 33 anos. Vítima de um acidente de trânsito, Alex teve a morte encefálica confirmada na última sexta-feira (13). Respeitando um desejo em vida, a família autorizou a doação de rins, córneas e fígado, mobilizando uma força-tarefa aérea vinda de Minas Gerais (MG) para o procedimento que beneficiará cinco pacientes na fila de espera.

Antes de ser conduzido ao centro cirúrgico, Alex foi homenageado com um “corredor de despedida” formado por familiares, amigos e profissionais de saúde. Sob louvores e aplausos, o ato simbolizou o reconhecimento ao último gesto de generosidade do jovem.

Para a irmã, Alexandra da Silva Costa, a decisão trouxe um novo significado ao luto. “Alex sempre foi uma pessoa que se doou ao próximo. Sabemos que ele iria se alegrar com esse ato. O propósito dele na Terra continua por meio de outras vidas”, afirmou Alexandra, que também fez um apelo para que a sociedade quebre o tabu sobre a doação.

A operação demonstrou a eficiência da Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO) e da equipe do HGP em articular procedimentos de alta complexidade.

  • Equipe Externa: Médicos e enfermeiros mineiros deslocaram-se até a capital tocantinense para garantir a viabilidade técnica dos órgãos.
  • Protocolo Humanizado: A Comissão Intra-Hospitalar de Doação (CIHDOTT) conduziu o acolhimento à família, garantindo que o processo ocorresse com ética e sensibilidade.

O Hospital Geral de Palmas vem se consolidando como um ponto crucial para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Em 2025, a unidade registrou cinco doações multiórgãos autorizadas por famílias, salvando dezenas de pacientes. Segundo a coordenadora da CETTO, Tatiana Oliveira, o sucesso dessas ações depende de um trabalho integrado que exige rapidez e, acima de tudo, o sim da família.

Como ser um doador?

No Brasil, para ser doador de órgãos, não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar a família sobre esse desejo, pois a autorização final cabe aos parentes de primeiro ou segundo grau. Um único doador pode salvar até oito vidas.

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Foto: Reprodução 

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