Home Educação Estudante de Araguaína conquista pódio nacional no 1º Concurso de Literatura Surda do Brasil

Estudante de Araguaína conquista pódio nacional no 1º Concurso de Literatura Surda do Brasil

por Revista Cenariun

Com apenas 11 anos, a estudante Jadhy Mariano dos Santos alcançou um feito histórico para a educação do Tocantins. Ex-aluna da Escola Municipal Raimundo Falcão Coelho, em Araguaína, ela conquistou o 3º lugar no 1º Concurso Nacional de Literatura Surda do Brasil. A premiação, organizada pelo MEC em parceria com a UFPel, celebrou a capacidade narrativa e a identidade cultural por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Jadhy integrou a primeira turma de Educação Bilíngue para Surdos da rede municipal de Araguaína. O concurso desafiou estudantes de todo o país a produzirem vídeos com histórias autorais em Libras, explorando não apenas os sinais, mas a expressividade facial e corporal inerente à cultura surda.

A conquista de Jadhy é o resultado direto da implantação da disciplina de Libras na rede municipal de Araguaína, iniciada em 2021.

  • Ensino como L1: Para alunos surdos, a Libras é ensinada como primeira língua, garantindo o desenvolvimento cognitivo sem atrasos linguísticos.
  • Inclusão na Rede: Atualmente, mais de 6.800 alunos ouvintes também aprendem Libras como língua adicional em 48 escolas da cidade, promovendo uma integração real.

O professor de Libras, Cleysson Wender Fernandes, ressaltou que esta foi a primeira experiência de Jadhy com narrativas literárias, o que torna o pódio nacional ainda mais impressionante. Para a mãe, Vânia Pereira, o prêmio é a validação do potencial da filha, que nasceu com deficiência auditiva e encontrou na escola o suporte para se expressar.

“A iniciativa fortalece a Libras como língua de criação, ensino e expressão artística em nosso município”, destacou a secretária de Educação, Marzonete Duarte.

O sucesso de Jadhy Mariano prova que a inclusão vai além de garantir a matrícula; trata-se de oferecer as ferramentas linguísticas para que o talento possa florescer. Ao investir em educação bilíngue e em uma Central de Interpretação (CIL), Araguaína deixa de ser apenas uma cidade que acolhe alunos surdos para se tornar um polo que exporta talentos literários em Libras, servindo de exemplo para a política educacional de todo o Tocantins.

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Foto: Marcos Filho Sandes/Secom Araguaína 

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