Home Justiça e Segurança Inovação na Segurança: Projeto “De Homem para Homem” reeduca agressores e reduz violência doméstica no Tocantins

Inovação na Segurança: Projeto “De Homem para Homem” reeduca agressores e reduz violência doméstica no Tocantins

por Revista Cenariun

O Governo do Tocantins, por meio da Polícia Militar, lançou o projeto pioneiro “De Homem para Homem”. Diferente de outras iniciativas nacionais que focam apenas no acolhimento da vítima, este modelo atua diretamente na conduta do agressor. Com um sistema que une fiscalização rigorosa da Patrulha Maria da Penha e círculos de reflexão obrigatórios por determinação judicial, o Estado busca quebrar o ciclo de reincidência, tratando a segurança pública como um processo de educação e mudança de comportamento masculino.

O projeto é conduzido pela Diretoria de Programas Sociais da PMTO e se destaca por não ser apenas voluntário. Homens que já possuem Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) são obrigados pela Justiça a participar dos Círculos de Responsabilidade Masculina (CRMs).

Os Três Eixos do Projeto:

  • Sensibilização Comunitária: Palestras em canteiros de obras, empresas e igrejas para educar homens antes que a violência ocorra.
  • Fiscalização Estratégica: Visitas monitoradas pela PM aos casos de maior risco, utilizando uma “Matriz de Risco” para prevenir novas agressões.
  • Círculos de Responsabilidade: Quatro encontros temáticos onde o agressor é confrontado com as consequências legais e sociais de seus atos, trabalhando o controle emocional e o respeito.

Diferencial Nacional 

Enquanto estados como o Paraná focam em palestras voluntárias, o Tocantins inova ao tornar a participação compulsória para quem já cometeu o crime. “Segurança pública também se constrói com prevenção e diálogo. Precisamos atuar na origem do problema”, destaca o comandante-geral da PMTO, coronel Márcio Barbosa.

Prevenção para o Futuro 

O projeto também olha para as próximas gerações. Em parceria com o Proerd, o módulo “Lares de Paz” leva essa conscientização para os jovens, trabalhando a ideia de masculinidade saudável desde cedo.

“Falar de homem para homem, de forma clara, sobre respeito e limites. Combater a violência não é apenas punir depois, é agir antes”, afirma a segunda-tenente Fernanda de Cássia, comandante da Patrulha Maria da Penha.

A iniciativa reconhece que, para proteger a mulher, é preciso transformar o homem. Ao integrar Polícia Militar e Poder Judiciário, o Tocantins cria uma barreira contra a impunidade e uma oportunidade real de reabilitação social.

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Foto: Reprodução 

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