O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), anunciou a abertura das inscrições para a 39ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Promovida pelo Iphan, a premiação deste ano traz o tema “Patrimônio Criativo: Inclusão Produtiva, Trabalho e Renda”, com o objetivo de contemplar 18 iniciativas nacionais que unam a salvaguarda da cultura à sustentabilidade econômica. Cada projeto selecionado receberá R$ 40 mil, um incentivo direto para mestres de ofícios, associações e entidades que atuam na preservação do patrimônio brasileiro entre 2023 e 2025.
Foco na Economia Criativa
Diferente de edições focadas apenas na conservação física, a versão de 2026 destaca a função social e econômica da cultura. O foco está em como o patrimônio pode ser um motor de desenvolvimento local.
Quem pode participar:
- Pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEI).
- Associações, cooperativas e coletivos culturais.
- Empresas privadas e órgãos da administração pública (municipal, estadual ou federal).
Critérios essenciais:
As ações devem ter sido executadas ou estar em curso no triênio 2023-2025, demonstrando resultados concretos na preservação de saberes, ofícios tradicionais ou monumentos, sempre vinculados à geração de renda.
Inscrições e Requisitos
O processo é inteiramente digital e gratuito, exigindo atenção aos prazos e ao material de apresentação.
- Prazo: Até o dia 24 de abril de 2026.
- Onde: Site oficial do Iphan (formulário eletrônico).
- Destaque: É obrigatório o envio de um vídeo de até três minutos descrevendo a iniciativa, além de portfólio e documentos comprobatórios.
O prêmio homenageia o advogado e intelectual que foi o primeiro presidente do Sphan (atual Iphan), cargo que ocupou por 30 anos. Herdeiro do movimento modernista de 1922, Rodrigo foi o principal responsável pela criação das bases jurídicas que hoje protegem o patrimônio histórico e artístico do Brasil.
Para o Tocantins, que abriga desde a arquitetura de Natividade até os saberes tradicionais do artesanato em capim dourado e a cultura quilombola, o prêmio representa uma chance de dar visibilidade nacional às práticas de resistência e criatividade da nossa gente.
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Foto: Governo do Tocantins