Em plena festividade de Carnaval, a gestão da prefeita Josi Nunes (UB) sofreu uma derrota judicial significativa. Atendendo a um pedido do Ministério Público do Tocantins (MPTO), a Justiça concedeu uma liminar que obriga o município e a Fundação UnirG a sanarem, de forma imediata, graves irregularidades estruturais e operacionais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) de Gurupi.
A decisão é fruto de uma Ação Civil Pública movida pelo promotor Marcelo Lima Nunes. O relatório técnico apresentado pelo MPTO revela um cenário alarmante: a unidade funciona com infiltrações, mofo, falta de medicamentos essenciais e, o que é mais grave, ausência de rede canalizada de gases medicinais e falta de alvarás de segurança e sanitários.
A crise na saúde pública municipal gerou um embate direto sobre os investimentos do município. O MPTO chegou a solicitar a suspensão do Carnaval 2026, argumentando que os recursos deveriam ser priorizados para a saúde crítica. Embora o Judiciário tenha negado a suspensão da festa, reconheceu o “risco concreto à população” e impôs prazos rígidos para a regularização da UPA.
Prazos Estabelecidos pela Justiça:
- Estrutura (30 a 120 dias): Início imediato de obras para sanar infiltrações e problemas físicos, com cronograma financeiro apresentado em até 30 dias.
- Insumos e Equipamentos (60 dias): Prazo máximo para regularizar o estoque de medicamentos e materiais indispensáveis.
- Documentação (30 dias): Obtenção de alvarás da Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e registros em conselhos profissionais.
A decisão ocorre em um momento sensível, ampliando o desgaste da administração municipal perante a opinião pública. O contraste entre o investimento na programação carnavalesca e a precariedade de itens básicos de urgência e emergência na UPA tornou-se o centro do debate sobre a gestão de recursos em Gurupi.
A intervenção judicial coloca a saúde de Gurupi sob monitoramento rigoroso. Para a população, a liminar é um passo vital para garantir que o atendimento de urgência não seja negligenciado em favor de eventos sazonais. O não cumprimento das medidas poderá acarretar sanções severas à prefeitura e à Fundação UnirG, que agora correm contra o tempo para adequar a unidade aos padrões mínimos de dignidade e segurança.
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Foto: Divulgação/Unirg