A temperatura política no Tocantins subiu nesta segunda-feira (23). O vice-governador Laurez Moreira (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado, subiu o tom contra o governador Wanderlei Barbosa ao questionar os recentes anúncios de concursos públicos de grande porte. Embora se declare favorável às seleções, Laurez alertou para o risco fiscal de criar despesas permanentes em meio ao calendário eleitoral e a um cenário de déficit nas contas públicas.
Durante agenda em Formoso do Araguaia, Laurez Moreira direcionou suas críticas especificamente aos editais da Saúde (5 mil vagas) e da Sefaz (200 vagas). Para o vice-governador, a gestão estadual precisa de planejamento de longo prazo, e não de medidas que podem comprometer orçamentos futuros.
Os pontos centrais da crítica:
- Responsabilidade Fiscal: Laurez aponta que o Estado já iniciou o exercício financeiro de 2026 com déficit, o que exigiria cautela antes da contratação de novos servidores.
- Diagnóstico Próprio: O vice-governador relembrou o período de três meses em que assumiu o comando interino do Estado em 2025, afirmando ter identificado “desequilíbrios estruturais” que ainda não foram sanados.
- Uso Político: Ao citar o “timing” dos anúncios, Moreira sugere que a movimentação de Wanderlei Barbosa está atrelada ao calendário de 2026, e não apenas à necessidade técnica.
“Gestão pública exige responsabilidade com números. Não se governa apenas para o momento, mas para os próximos anos”, declarou Laurez Moreira.
Cenário de Disputa
As declarações de Laurez inserem o sonho de milhares de concurseiros no centro do debate político. De um lado, o Governo defende que a contratação é necessária para oxigenar a máquina após décadas de hiato (como no caso do Fisco). De outro, a oposição e setores do próprio governo questionam se haverá caixa para sustentar a folha de pagamento sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O racha entre Governador e Vice expõe a fragilidade da atual aliança e antecipa o tom das campanhas. Enquanto o anúncio de 5.200 vagas é uma vitrine poderosa para Wanderlei Barbosa, a narrativa de “irresponsabilidade fiscal” é a aposta de Laurez para se diferenciar como um gestor técnico. O desafio para ambos será convencer o eleitorado — e os órgãos de controle — sobre qual é o equilíbrio real entre a necessidade de servidores e a saúde financeira do Tesouro Estadual.
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