O deputado federal Tiago Dimas (Podemos-TO) celebrou a aprovação do acordo provisório de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, ocorrida na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (25). Segundo o parlamentar, o Tocantins está diante de uma oportunidade sem precedentes para diversificar sua pauta exportadora, podendo saltar de uma média anual de US$ 400 milhões para mais de US$ 600 milhões em vendas para o bloco europeu, caso o Estado avance em critérios de rastreabilidade e sustentabilidade.
O acordo abre as portas de um mercado consumidor de 450 milhões de habitantes em 27 países. Para o Tocantins, a grande virada de chave reside na queda de barreiras tarifárias para produtos de maior valor agregado, como a carne bovina e o óleo de soja.
Os Setores Estratégicos:
- Pecuária de Corte: Atualmente, a carne tocantinense enfrenta altos impostos na Europa. Com a abertura de cotas e tarifas reduzidas, o setor projeta um aumento na ocupação de frigoríficos e na rentabilidade do produtor.
- Agroindústria (Soja): O Tocantins já exporta resíduos de soja para alimentar rebanhos europeus. O acordo facilita a exportação de óleo e farelo, fortalecendo as indústrias de esmagamento instaladas no Estado.
- Fruticultura e Irrigação: O mercado europeu é um grande consumidor de sumos e sucos de frutas. Projetos de irrigação no Tocantins ganham fôlego extra para atender à demanda por qualidade e padronização internacional.
Tecnologia e Insumos mais Baratos
A “janela” mencionada pelo deputado também funciona para a importação. O fim dos tributos sobre maquinário agrícola de precisão, defensivos e tecnologias europeias deve baratear o custo de produção nas lavouras do Cerrado, elevando a competitividade do produtor local frente aos vizinhos sul-americanos.
Vigilância Ambiental e Sustentabilidade
Tiago Dimas ressaltou que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está atenta às possíveis “barreiras disfarçadas”. O desafio do Tocantins será provar a rastreabilidade da sua produção, garantindo que o desenvolvimento econômico ande de mãos dadas com a conformidade ambiental exigida por Bruxelas.
“O Tocantins tem que estar pronto. Este acordo pode atrair capital europeu para obras estruturantes, como a Ferrovia Norte-Sul e a Hidrovia Araguaia-Tocantins, transformando nossa logística”, projetou o parlamentar.
Trâmite Legislativo
Após a vitória na Câmara, o texto segue para o Senado Federal. Para entrar em vigor de forma plena, o acordo precisa ser ratificado pelos demais países membros do Mercosul e pelos parlamentos nacionais da União Europeia. No entanto, o Acordo Comercial Provisório (ITA) permite que as regras de facilitação de comércio comecem a valer de forma imediata após as aprovações iniciais.
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