A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (3ª DEIC – Araguaína), deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Cartão Oculto. A ação visa desmantelar uma organização criminosa que utilizava empresas de fachada para aplicar golpes eletrônicos, acumulando um prejuízo superior a R$ 1 milhão.
Alvos e Localidades
Sob o comando do delegado Márcio Lopes da Silva, a operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em quatro estados diferentes, atingindo pontos estratégicos da organização:
- Tocantins: Araguaína (onde residia o líder do grupo).
- Minas Gerais: Divinópolis.
- São Paulo: Ribeirão Preto.
- Rio de Janeiro: Nova Iguaçu.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio imediato de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados para garantir a recuperação do montante desviado.
Como funcionava o esquema
A investigação revelou um sistema sofisticado de “vendas fantasmas”. O grupo operava em quatro etapas principais:
- Captura de Dados: Obtenção de informações de cartões de crédito via páginas falsas e mercados clandestinos.
- Simulação de Vendas: Registro de compras fictícias através de uma empresa de fachada em Araguaína.
- Antecipação de Valores: O grupo solicitava a liberação antecipada do dinheiro à instituição de pagamentos antes que a fraude fosse detectada.
- Lavagem de Dinheiro: O recurso era pulverizado em contas de “laranjas” em outros estados para dificultar o rastreio.
Divisão de Tarefas
A estrutura do grupo era altamente profissionalizada, com funções bem definidas em cada região:
- Araguaína (TO): O articulador principal e responsável pela empresa de fachada.
- Divinópolis (MG): Coordenação técnica e criação de sites falsos.
- Nova Iguaçu (RJ): Operador tecnológico focado em burlar sistemas de segurança.
- Ribeirão Preto (SP): Facilitadores financeiros que distribuíam o dinheiro ilícito.
Resultados e Apreensões
O serviço prestado pela Polícia Civil do Tocantins resultou na apreensão de computadores de alta performance, celulares, documentos e R$ 18 mil em espécie. O material agora segue para perícia técnica.
A atuação da 3ª DEIC reforça a capacidade do estado em liderar investigações interestaduais de alta complexidade, protegendo a integridade do sistema financeiro e do cidadão.
O inquérito policial segue em andamento para identificar outros possíveis integrantes da rede e assegurar a responsabilização judicial de todos os envolvidos. O material apreendido será fundamental para mapear a extensão total dos danos causados pela organização.
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Imagem:
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