A teia de fraudes atribuída a uma contadora em Paraíso do Tocantins ganhou novos capítulos nesta terça-feira (24). A Polícia Civil, por meio da 63ª DP, concluiu dois novos inquéritos que revelam como a suspeita teria enganado mais duas vítimas com promessas de empréstimos vultosos. Somados, os novos prejuízos identificados ultrapassam os R$ 42 mil, consolidando o perfil de estelionato em série investigado pela Operação Cavalo de Troia.
O modus operandi da investigada seguia um padrão rigoroso: ela oferecia facilidades para a liberação de crédito, mas exigia o pagamento antecipado de supostas “taxas administrativas” ou “taxas de liberação”.
Os novos casos detalhados pela Polícia Civil:
- Vítima 1: Buscava um empréstimo de R$ 100 mil e acabou transferindo R$ 26 mil para a contadora sob o pretexto de taxas.
- Vítima 2: Pretendia obter R$ 70 mil, sofrendo um desfalque de R$ 16 mil na tentativa de liberar o recurso.
Status da Investigação
O delegado-chefe da 63ª DP, José Lucas Melo, informou que as vítimas procuraram a delegacia após a repercussão das primeiras fases da operação. Mesmo diante das novas provas, a contadora permanece em prisão preventiva domiciliar, agora com novos indiciamentos que serão encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Alerta à População
A autoridade policial reforça que instituições financeiras sérias não exigem depósitos antecipados para liberar empréstimos ou financiamentos.
“A população deve adotar cautelas redobradas. Identificamos novos casos diretamente relacionados à atuação da suspeita, o que mostra a continuidade das práticas criminosas”, destacou o delegado José Lucas Melo.
O caso da contadora de Paraíso serve como um alerta pedagógico sobre a vulnerabilidade de cidadãos que, em momentos de necessidade financeira, acabam caindo em promessas de crédito facilitado. Com a conclusão desses novos inquéritos, a Polícia Civil espera que o Judiciário tenha elementos robustos para a condenação, enquanto mantém o canal aberto para que outras possíveis vítimas, ainda receosas, apresentem suas denúncias para ampliar a dimensão do dano causado pela investigada.
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Foto: Divulgação/Secom