Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Federal deflagrou uma operação em Colinas do Tocantins para cumprir três mandados de busca e apreensão. O principal alvo é o prefeito Josemar Carlos Casarin (União), o Kasarin, em uma investigação que apura supostos crimes de violência política de gênero contra uma vereadora do município. Além do gestor, dois influenciadores digitais da cidade também estão sob investigação. Kasarin negou qualquer irregularidade, classificando a ação como “intriga da oposição”.
Entenda a Investigação
A Polícia Federal apura se houve ações coordenadas para constranger, humilhar ou perseguir a parlamentar em razão do seu mandato, utilizando-se inclusive de canais digitais para a disseminação de ataques.
Os Alvos da PF:
- Poder Executivo: Residência e endereços ligados ao prefeito Kasarin.
- Influenciadores Digitais: Dois perfis locais suspeitos de atuar na propagação de ataques ou conteúdos que visam desestabilizar a atuação política da vereadora.
O que diz a Lei (14.192/2021): A violência política de gênero é caracterizada por qualquer ação, conduta ou omissão com o objetivo de impedir, dificultar ou restringir os direitos políticos das mulheres. A pena pode chegar a 4 anos de reclusão, além de multa, e é agravada se o crime for cometido por meio da internet ou redes sociais.
Reação do Prefeito
Logo após as buscas, o prefeito Kasarin utilizou suas redes sociais para se manifestar. Em vídeo, o gestor afirmou estar tranquilo e colaborando com as autoridades.
“Quem trabalha com transparência e verdade nada acontece. São intrigas da oposição fazendo confusão com o prefeito Azulão. Depois de fazer uma vistoria, nada de irregular foi encontrado”, declarou o prefeito em sua defesa.
A Polícia Federal ainda não divulgou se houve apreensão de aparelhos celulares, computadores ou documentos durante as buscas desta manhã.
Contexto Político
Colinas do Tocantins vive um clima de polarização acirrada. O envolvimento de influenciadores digitais na investigação reforça uma tendência monitorada pela Justiça Eleitoral e pela PF: o uso de redes sociais como ferramentas de ataque sistemático a opositores, especialmente mulheres, visando o isolamento político das vítimas.
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Foto: Reprodução via Gazeta do Cerrado