O Palácio Araguaia foi palco, nesta segunda-feira (9), de um marco para a indústria tocantinense: o lançamento do primeiro curso técnico em mineração do estado. Fruto de uma parceria entre a Ameto e o IFTO, a iniciativa ofertará 420 vagas distribuídas por 14 municípios. O objetivo é claro: suprir a carência de profissionais qualificados que, hoje, obriga as mineradoras instaladas aqui a buscarem técnicos em outras regiões do país. Com uma formação de 18 meses que une teoria e prática dentro das próprias mineradoras, o projeto quer transformar o Tocantins em um polo de inteligência mineral.
O anúncio responde a uma demanda antiga do setor produtivo. Durante visitas técnicas da Agência de Mineração (Ameto), identificou-se que a falta de formação local elevava os custos operacionais e dificultava a permanência de trabalhadores nas jazidas do estado.
A formação não será apenas teórica. O modelo de ensino foi desenhado para que o aluno saia pronto para o canteiro de obras, dividido em três módulos de qualificação:
- Operador de Mina: Foco na extração e segurança.
- Amostrador e Beneficiador: Tratamento e análise do minério coletado.
- Máquinas Pesadas: Operação e manutenção de equipamentos de grande porte.
Distribuição das Vagas
Das 420 vagas totais:
- 210 vagas: Destinadas a indicações de empresas parceiras (requalificação de quem já está no setor).
- 210 vagas: Abertas à comunidade em geral por meio de edital público do IFTO.
Carlos Eduardo Moraes, presidente da Ameto, revelou que este é apenas o primeiro passo. O Governo já articula com instituições de ensino a criação de cursos de nível superior em mineração. “Os tocantinenses passam a ter mais oportunidades de inserção em um mercado que paga bem e não para de crescer”, destacou.
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Foto: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins