O Ministério Público do Tocantins (MPTO) instaurou um inquérito civil para investigar a aplicação de recursos do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado (Igeprev) em fundos de investimento de alto risco. O foco da apuração, conduzida pela 9ª Promotoria de Justiça da Capital, é verificar se aportes ligados ao Banco Master feriram as normas de segurança, solvência e liquidez que regem a previdência estadual.
A investigação surge após o MPTO identificar um volume expressivo de recursos aplicados em fundos que não são geridos por grandes instituições financeiras tradicionais. O órgão fiscalizador busca entender se houve uma concentração perigosa de ativos em produtos financeiros específicos, o que poderia colocar em xeque a aposentadoria dos milhares de servidores públicos do Tocantins.
Pontos Chave da Investigação:
- Gestão de Risco: Avaliação se as escolhas de investimento respeitaram os critérios técnicos dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
- Histórico Sensível: O inquérito faz conexão com o período entre 2011 e 2014, época marcada por aplicações que geraram prejuízos e ainda são alvo de ações para recuperação de valores.
- Transparência: O MPTO solicitou ao Igeprev a lista de responsáveis pelas decisões de investimento e os estudos técnicos que embasaram as operações recentes.
A Defesa do Igeprev
Em nota oficial, o Igeprev-TO negou categoricamente possuir investimentos no Banco Master ou manter fundos administrados pela Foco DTVM na gestão atual. O instituto apresentou dados para tranquilizar os beneficiários:
- Segurança: 88,12% dos recursos estão em instituições sólidas (Tesouro Nacional, Caixa e Banco do Brasil).
- Conformidade: Afirma que todas as aplicações desde 2015 seguem o Conselho Monetário Nacional e o Banco Central.
- Herança Maldita: O órgão esclarece que os fundos citados na investigação referem-se a gestões passadas (2011-2014) e que trabalha judicialmente para recuperar esses ativos.
Embora o Igeprev defenda a saúde atual de sua carteira de investimentos, a abertura do inquérito pelo MPTO serve como um mecanismo de controle necessário para evitar que erros do passado se repitam. O monitoramento rigoroso da 9ª Promotoria de Justiça garantirá que a governança do instituto permaneça transparente, protegendo o fundo previdenciário de eventuais volatilidades do mercado financeiro privado.
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Foto: MPTO/Divulgação