A saúde mental e o sofrimento psíquico estão diretamente vinculados às condições sociais e concretas de vida da população, conforme alerta a psicóloga hospitalar Keene Pedreti, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT). No contexto das campanhas relativas ao Dia Mundial da Saúde Mental, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a especialista aponta que fatores como desigualdade social, precarização do trabalho, violência e dificuldades de acesso a direitos básicos impactam diretamente o bem-estar psicológico.
Fatores socioeconômicos e indicadores de afastamento profissional
A abordagem da OMS define a saúde mental para além da ausência de transtornos, caracterizando-a como um estado de bem-estar para o enfrentamento de desafios cotidianos. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que, em 2025, o Brasil registrou 546.254 afastamentos do trabalho decorrentes de quadros de ansiedade, depressão e síndrome de burnout. O cenário reflete a ampliação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que incluiu a prevenção de riscos psicossociais, como jornadas exaustivas e assédio, nas obrigações das organizações.
Atuação da psicologia no ambiente hospitalar
No âmbito da internação hospitalar, o acompanhamento psicológico busca mitigar o impacto da perda temporária de autonomia, do afastamento dos vínculos familiares e das incertezas financeiras decorrentes da doença. De acordo com a profissional do HDT-UFNT, unidade gerida pela Rede Ebserh, o trabalho da psicologia hospitalar envolve a escuta de pacientes e familiares, a articulação com equipes multiprofissionais e o encaminhamento para a rede de atenção à saúde após a alta, integrando o cuidado contínuo.
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Fonte: HDT-UFNT
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