O Parque Estadual do Cantão (PEC), santuário ecológico de 90 mil hectares no Tocantins, poderá em breve receber turistas de forma estruturada. O governador Wanderlei Barbosa anunciou nesta semana a realização de um estudo técnico para revisar o Plano de Manejo da unidade. A medida visa permitir atividades de ecoturismo, como pesca esportiva e observação de aves, hoje restritas pela legislação vigente do parque.
Localizado em uma zona de transição única entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, o Cantão abriga mais de 800 lagoas e uma biodiversidade pulsante. Atualmente, o Plano de Manejo do local não permite a exploração turística, o que motivou o pedido direto do governador ao Naturatins para a contratação de uma consultoria especializada.
A atualização do documento estabelecerá critérios científicos para viabilizar o uso público da área sem comprometer a conservação. Entre as atividades planejadas estão:
- Pesca esportiva controlada: Aproveitando o potencial hídrico da região;
- Trilhas aquáticas e observação de aves: Focadas no turismo contemplativo e científico;
- Educação ambiental: Transformando o parque em uma sala de aula a céu aberto.
A abertura para o turismo caminha junto com a preservação. O Cantão é a unidade pioneira do projeto Tocantins Restaura, que destinará R$ 120 milhões para a recuperação de 10 mil hectares de áreas degradadas, especialmente as atingidas por incêndios. O recurso é fruto de acordos internacionais firmados pelo governo na Suíça em 2025.
O secretário do Meio Ambiente, Marcelo Lelis, reforçou que a decisão é “estratégica e responsável”. Para o governador Wanderlei Barbosa, o objetivo é dar visibilidade global ao Cantão. “Não queremos nenhuma agressão ambiental, mas precisamos alavancar o desenvolvimento turístico da região”, pontuou.
A iniciativa de abrir o Cantão para o ecoturismo representa um desafio logístico e ambiental. Se por um lado a medida promete injetar recursos na economia local e colocar o Tocantins na rota do turismo de natureza mundial, por outro, exige um plano de manejo impecável para que o aumento do fluxo humano não degrade a “berçário do Araguaia”. O sucesso da proposta dependerá da qualidade técnica da consultoria e do rigor na fiscalização futura.
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Foto: Fernando Alves/Secom