Home Agronegócio “Indignação é demais”: Produtores da TO-020 se unem e gastam R$ 36 mil do próprio bolso para consertar estrada abandonada pelo Governo

“Indignação é demais”: Produtores da TO-020 se unem e gastam R$ 36 mil do próprio bolso para consertar estrada abandonada pelo Governo

por Revista Cenariun

O cansaço deu lugar à revolta entre os produtores rurais que atuam entre Lizarda, Novo Acordo e Rio Sono. Diante do lamaçal que tomou conta da TO-020, um grupo de seis fazendeiros decidiu não esperar mais pelo Governo do Tocantins. Eles investiram recursos próprios para tentar tirar a rodovia do isolamento, denunciando o contraste entre a realidade dos atoleiros e as propagandas oficiais nas redes sociais.

O trecho de 45 km, que ainda não possui asfalto, tornou-se um teste de sobrevivência neste período de chuvas. Caminhões carregados não passam e até o transporte escolar foi interrompido, deixando crianças sem aula.

A “Vaquinha” do Improviso:

  • Investimento Privado: O grupo gastou R$ 36 mil para alugar máquinas e tentar nivelar o terreno.
  • Custo por KM: Foram pagos cerca de R$ 800 por quilômetro para despesas com maquinário.
  • Solidariedade Forçada: Produtores relatam que passam noites em claro socorrendo vans escolares e carros de passeio presos no barro.

O produtor Júlio Cezar Archangelo, de Rio Sono, não poupou críticas à gestão estadual. “O cara se mata de trabalhar e ainda tem que se preocupar com a estrada. Aí você vai no Instagram do governo e parece que está às mil maravilhas”, desabafou, classificando a postura governamental como focada em “filminhos” enquanto a produção apodrece no atoleiro.

O problema na TO-020 não é novidade. Desde 2020, o portal Norte Agropecuário registra reclamações constantes sobre o estado da via. Até o momento, a Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto) não apresentou um cronograma de pavimentação ou explicou a ausência de manutenção preventiva antes do período chuvoso.

A situação na TO-020 expõe um gargalo crítico: a infraestrutura não acompanha o ritmo de crescimento do agronegócio tocantinense. Enquanto os produtores investem em tecnologia dentro das porteiras, a falta de logística do lado de fora consome o lucro e coloca em risco serviços básicos, como a educação rural. A união dos fazendeiros resolve o problema de forma paliativa, mas a cobrança por uma solução definitiva — o asfalto — permanece como uma promessa não cumprida.

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Foto: Reprodução Internet via Portal Norte Agropecuário 

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