A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Paraíso, deflagrou na manhã desta terça-feira, 7, uma operação para desarticular um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro. O principal alvo é o ex-gerente de uma grande propriedade rural, suspeito de desviar cerca de R$ 10 milhões valendo-se de seu cargo de confiança.
A ação ocorreu simultaneamente em Miranorte e Lajeado (TO) e em Novo São Joaquim (MT), com o apoio da DRACCO, GOTE e da Polícia Civil do Mato Grosso.
O Esquema e a Evolução Patrimonial
As investigações, que duraram seis meses, revelaram que o investigado superfaturava serviços prestados por terceiros à fazenda. O excedente era desviado para contas pessoais, de sua esposa e de empresas ligadas ao esquema.
- Incompatibilidade Financeira: Com salário de R$ 26 mil, o suspeito apresentou um salto patrimonial de R$ 200 mil para R$ 1,9 milhão entre 2023 e 2024.
- Investimentos e Agiotagem: A quebra de sigilo bancário identificou o aporte de R$ 2,5 milhões em fundos de investimento. Além disso, foram encontradas planilhas que comprovam a prática de agiotagem com os valores desviados.
- Provas Digitais: O inquérito apontou que o suspeito realizou buscas na internet sobre “como é o processo contra funcionário acusado de superfaturamento”.
Medidas Judiciais e Apreensões
A Justiça determinou medidas rigorosas para garantir o ressarcimento do prejuízo e a instrução do processo:
- Prisão Preventiva: O investigado foi preso devido à gravidade dos fatos, relatos de intimidação a testemunhas e indícios de que planejava fugir do estado.
- Bloqueio de Bens: Foram bloqueados R$ 10 milhões das contas do ex-gerente e de sua esposa, além de R$ 1,6 milhão de uma empresa envolvida.
- Busca e Apreensão: Seis mandados foram cumpridos em residências, chácaras e empresas. Durante as buscas, a polícia apreendeu duas pistolas.
Tipificação dos Crimes
O ex-gerente poderá responder por uma série de delitos, incluindo:
- Furto qualificado mediante fraude e estelionato;
- Lavagem de dinheiro e falsidade ideológica;
- Crime de usura (agiotagem);
- Extorsão e constrangimento ilegal (com relatos de uso de arma de fogo para intimidar prestadores de serviço).
O delegado Antônio Onofre, da DEIC de Paraíso, ressaltou que a investigação foi minuciosa e permitiu reunir elementos robustos sobre a estrutura da fraude, que ocorria desde 2021.
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Fonte: Secretaria de Segurança Pública (PC/TO)
Foto: Divulgação / PCTO