A 62ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins instaurou inquérito policial para apurar denúncias relativas à qualidade da água distribuída no município durante a crise hídrica que afeta a região há mais de 20 dias. A investigação busca verificar a existência de contaminação no sistema de abastecimento, possíveis danos ambientais e eventuais irregularidades na prestação dos serviços operacionais na cidade.
Perícias técnicas e pontos de amostragem no município
A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) solicitou laudos ao Núcleo de Perícias de Engenharia Ambiental e Forense para analisar amostras coletadas em imóveis residenciais, na Estação de Tratamento de Água (ETA) e nos reservatórios centrais. As análises físico-químicas e microbiológicas avaliarão se a água atende aos parâmetros de potabilidade exigidos pela legislação sanitária nacional, além de apurar relatos sobre irregularidades no cumprimento do rodízio e na medição do consumo pelos hidrômetros.
Contexto da crise hídrica e posicionamento da concessionária
A escassez no fornecimento levou o município a decretar situação de emergência por 180 dias e implementar o sistema de rodízio de abastecimento em 11 de outubro. Em contrapartida, a concessionária BRK Ambiental informou que a água disponibilizada cumpre as normas do Ministério da Saúde e que o uso de fontes alternativas de captação, como o Córrego da Cachorra e a Barragem Pernada, exige adequações no processo de tratamento, fatores que podem alterar a percepção olfativa do recurso sem comprometer a potabilidade.
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Fonte: Tocantins Rural
Foto: Divulgação / SSP-TO