Uma série de declarações da diretora da Escola Municipal Odair Lúcio, Carla Martins, gerou uma onda de indignação em Gurupi nesta semana. Em vídeos publicados nas redes sociais, a gestora afirmou que “limite todo ser humano precisa ter”, que não saiu de casa “para apanhar” e que o ser humano “nasceu para ser treinado”. As falas, interpretadas como um incentivo ao revide físico contra alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), motivaram notas de repúdio do Instituto Via Autismo, da Câmara Municipal e uma determinação de apuração imediata por parte da prefeita Josi Nunes.
O episódio ganhou força após o vídeo circular amplamente em grupos de pais e profissionais da educação. Nas gravações, a diretora comenta críticas anteriores e reforça uma postura de enfrentamento, sugerindo que cada responsável deveria “cuidar” de sua própria criança.
Reações Institucionais:
- Instituto Via Autismo: Classificou a fala como “incompatível com a educação inclusiva” e lembrou que crianças com TEA são protegidas por lei, tendo direito à integridade física. A entidade exige providências administrativas rigorosas.
- Câmara de Gurupi: O Legislativo afirmou que não compactua com incentivos à violência e defendeu que conflitos escolares devem ser resolvidos com diálogo, suporte psicológico e capacitação, nunca com força física.
Posicionamento da Gestão Municipal
A prefeita Josi Nunes reagiu rapidamente por meio de vídeo, onde garantiu que a gestão municipal não tolera qualquer violação de direitos das pessoas com deficiência. Josi destacou que Gurupi possui uma rede estruturada para o atendimento atípico, com 24 salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e cerca de 400 alunos com TEA acompanhados por profissionais de apoio.
“Determinei a apuração imediata dos fatos. Vamos conversar com todos os envolvidos e tomar todas as medidas cabíveis e legais que o caso exige”, afirmou a prefeita.
A prefeitura reforçou que mantém programas como o “Acolhendo as Cores” e equipes multidisciplinares para evitar que o ambiente escolar se torne um local de conflito. O caso agora segue para análise interna, e a comunidade aguarda a decisão sobre a permanência da diretora no cargo.
#RevistaCenariun #Gurupi #EducaçãoInclusiva #TEA #Autismo #DireitosDaCriança #JosiNunes #Inclusão #NotíciasTocantins
Foto: Reprodução via Gazeta do Cerrado