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Safra 2026/2027: CNA inicia pelo Norte levantamento de propostas para o novo Plano Safra

por Revista Cenariun

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) deu o pontapé inicial nas discussões para o Plano Safra 2026/2027 nesta terça-feira (24). O primeiro encontro regional focou nas demandas específicas da Região Norte, reunindo federações de agricultura para diagnosticar os gargalos que impedem o avanço do crédito e da produtividade no campo.

O cenário desenhado durante a reunião é de alerta. Segundo o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, o setor enfrenta o maior índice de inadimplência da série histórica, atingindo 13,47% em janeiro de 2026. Esse dado, somado ao aumento da burocracia bancária, resultou em uma queda de 13% na contratação de recursos no plano atual em comparação ao ciclo anterior.

Os Gargalos do Produtor do Norte

Os representantes das federações da Amazônia Legal e demais estados do Norte apontaram que o acesso ao crédito oficial está cada vez mais difícil, empurrando o produtor para o mercado de capitais privado, que possui taxas mais elevadas.

Principais desafios relatados:

  • Endividamento Recorde: A inadimplência e o aumento das recuperações judiciais retraíram a oferta de crédito pelos bancos.
  • Seguro Rural Insuficiente: Há uma demanda urgente por mais recursos para a subvenção do prêmio do seguro (PSR), essencial para mitigar riscos climáticos.
  • Barreiras Documentais: A regularização fundiária e as exigências ambientais rigorosas continuam sendo os maiores impedimentos para que o produtor do Norte consiga garantias robustas junto às instituições financeiras.
  • Burocracia Bancária: A entrada em vigor de novas regras de provisionamento de perdas (Resolução CMN 4966) tornou os bancos mais conservadores na liberação de limites.

Próximos Passos e Mobilização

A CNA pretende rodar todas as regiões do país para consolidar um documento único. A próxima parada será na região Sul, nesta quinta-feira (26). O objetivo final é entregar um dossiê robusto ao Governo Federal antes de julho, quando começa oficialmente o novo ciclo agrícola.

Para Guilherme Rios, a atualização das reivindicações é vital, uma vez que parte das propostas do ano passado não foi atendida, agravando a situação financeira de quem produz. “Precisamos de ferramentas de gestão de riscos e ajustes em programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) que reflitam a realidade logística e produtiva do Norte”, defendeu.

Resumo dos Indicadores:

  • Queda na contratação: -13% (Safra 25/26 vs 24/25).
  • Inadimplência atual: 13,47% (Recorde desde 2011).
  • Próxima reunião: Região Sul (26/03).

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Foto: Divulgação CNA 

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