A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/TO) deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 24, a Operação “Prerrogativa de Fachada”. A ação teve como alvo um homem identificado pelas iniciais D.M.T., apontado como articulador estratégico de uma facção criminosa, que utilizava o registro de um advogado falecido para se infiltrar no sistema do Judiciário tocantinense.
Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram cumpridos em um hotel em Palmas, que servia como residência e base de operações para o investigado.
De acordo com as investigações da Polícia Civil e Polícia Federal, o suspeito utilizava um número de inscrição da OAB-PA pertencente a um advogado que faleceu em maio de 2015. Com a identidade falsa, ele conseguia:
- Acesso ao e-Proc: Monitorava em tempo real investigações sigilosas do Tribunal de Justiça do Tocantins;
- Antecipação de Mandados: Acompanhava pedidos de prisão e quebras de sigilo contra membros da facção;
- Logística do Tráfico: Facilitava a fuga de criminosos e a continuidade do tráfico interestadual de cocaína.
Além da espionagem jurídica, D.M.T. é investigado por gerenciar a logística do tráfico de drogas entre estados. O nome da operação, “Prerrogativa de Fachada”, é uma crítica direta ao uso indevido das proteções legais garantidas à advocacia para acobertar crimes graves.
Como medida imediata, a Justiça determinou o bloqueio total do perfil fraudulento no sistema e-Proc para impedir novos vazamentos de informações.
O que é a FICCO/TO?
A força-tarefa é um modelo de cooperação que integra:
- Polícia Federal;
- Polícia Civil;
- Polícia Militar;
- Polícia Penal.
Essa união de forças permite o enfrentamento qualificado a organizações criminosas que ameaçam a ordem pública no estado, unindo inteligência e repressão.
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Fonte e Foto: Dicom SSP/TO