O desenvolvimento econômico e as perspectivas para o setor mineral no Tocantins serão debatidos em um evento estratégico nesta semana em Palmas. A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) e o Sindicato das Indústrias de Mineração do Estado do Tocantins (Sindimeto), em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), realizam nesta quinta-feira (21), às 19h30, a palestra “Mineração como vetor de desenvolvimento regional no Matopiba (com foco no Tocantins)”. O encontro acontecerá no auditório da Escola SESI de Referência José Wilson Siqueira Campos.
O tema será ministrado pelo presidente do IBRAM, Pablo Silva Cesário, profissional com ampla trajetória nas áreas de políticas públicas, governança corporativa, mercado de capitais e relações institucionais. Cesário é cientista político e doutor em Política Internacional e Comparada pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), onde concentrou pesquisas sobre processos decisórios e a atuação de grupos de interesse no ambiente institucional do país.
Fronteira econômica e sustentabilidade
A iniciativa visa aprofundar o diagnóstico sobre os desafios e as oportunidades que a atividade mineral reserva para o Tocantins e para a região do Matopiba — acrônimo que engloba o Tocantins e porções territoriais do Maranhão, Piauí e Bahia, tradicionalmente reconhecida como uma das principais fronteiras de expansão agrícola do Brasil. Os organizadores pretendem estimular o debate sobre novos modelos de negócios e alternativas de infraestrutura que assegurem o crescimento socioeconômico de forma sustentável, integrando a mineração à pauta de desenvolvimento regional.
A escolha do Tocantins como eixo central do debate se justifica pela sua posição geográfica e geológica favorável. O estado vem se consolidando no cenário nacional pela diversidade de seus recursos minerais. Na categoria de minerais não metálicos, a região possui depósitos significativos de calcário, insumos cerâmicos e agregados destinados ao setor de construção civil, distribuídos por múltiplos municípios.
Minerais estratégicos e transição energética
Além dos insumos industriais tradicionais, o subsolo tocantinense tem atraído a atenção de investidores internacionais devido às recentes descobertas e mapeamentos geológicos. Estudos conduzidos pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam um avanço substancial na cubagem e identificação de jazidas metálicas expressivas.
Atualmente, o estado já registra a lavra ativa de ouro, com operações consolidadas no município de Almas. Paralelamente, pesquisas de campo apontam a ocorrência de depósitos promissores de substâncias como grafita, cobre, gesso, granito, ferro, manganês, níquel e elementos de terras raras. Esses recursos são classificados globalmente como matérias-primas críticas e estratégicas para a transição energética global e para o abastecimento da indústria de alta tecnologia.
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Por: Júnior Veras / Assessoria de Imprensa FIETO
Foto: Arquivo / IBRAM