A elevação das temperaturas acima de 37°C e os índices reduzidos de umidade relativa do ar levaram produtores rurais do Estado do Tocantins a adaptar o cronograma de colheita do milho safrinha. A operação de colheita passou a ser concentrada no período noturno em diversas propriedades para diminuir o risco de emissão de faíscas por máquinas agrícolas, prevenindo o surgimento de focos de incêndio no palhada seca das lavouras. O Estado soma mais de 1 milhão de hectares cultivados com a cultura e enfrenta a fase de maior estiagem do ano.
Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam o registro de 3.314 focos de queimadas no território tocantinense entre o início do ano e o dia 22 de julho de 2026. A alteração no horário de trabalho das equipes de campo visa garantir a segurança dos trabalhadores e mitigar perdas na safrinha.
Previsão meteorológica indica permanência de massa de ar seco
As análises do tempo indicam a continuidade das condições desfavoráveis para a agricultura na Região Norte do país durante a última semana de julho. A presença de uma massa de ar quente sobre o território tocantinense e o sul do Pará mantém as temperaturas máximas elevadas e a escassez de precipitações, padrão meteorológico característico do trimestre entre julho e setembro na região de transição para o Cerrado.
Pancadas de chuva isoladas registradas em pontos específicos da região não possuem volume suficiente para reverter o déficit hídrico no solo. O ambiente seco associado a rajadas de vento eleva o risco para a propagação de queimadas no meio rural.
Distribuição das chuvas no extremo norte do país
Enquanto o Tocantins registra baixos índices pluviométricos, os volumes expressivos de chuva continuam restritos ao extremo norte e oeste do Brasil. A instabilidade atmosférica permanece concentrada sobre áreas do oeste do Amazonas, Acre, Amapá e porção setentrional do Pará, onde há previsão de pancadas rápidas com trovoadas e rajadas de vento.
A meteorologia projeta que o padrão de seca sobre a faixa central e do Matopiba perdure ao longo dos próximos meses, exigindo a manutenção de medidas preventivas por parte dos setores agropecuários locais.
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Fonte: Notícias Agrícolas / Tocantins Rural
Foto: Tharson Lopes / Governo do Tocantins / Divulgação