Home TOCANTINS PL que proíbe exportação de gado vivo gera reação de pecuaristas no Tocantins

PL que proíbe exportação de gado vivo gera reação de pecuaristas no Tocantins

por Revista Cenariun

A Associação Tocantinense do Novilho Precoce (ATNP) manifestou posicionamento contrário ao Projeto de Lei nº 4.795/2026, apresentado na Câmara dos Deputados em 27 de julho de 2026, que prevê a proibição da exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda no exterior. A entidade representativa alerta para os impactos econômicos da medida sobre a concorrência na compra de rebanhos, a limitação de canais de comercialização e a pressão negativa sobre os preços pagos aos produtores rurais do Tocantins.

A proposta abrange bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos e equídeos transportados por qualquer meio para o mercado internacional.

Restrições operacionais, exceções e penalidades administrativas

O texto do projeto estabelece exceções para a manutenção de embarques voltados ao melhoramento genético, como reprodutores e matrizes com registro genealógico, além de animais destinados a pesquisas científicas, exposições, programas de conservação e material genético. Para as infrações à proibição, o projeto fixa sanções administrativas que incluem advertência, apreensão de animais, suspensão ou cassação do registro de exportador e multas com valores entre R$ 2 mil e R$ 20 mil por animal, limitadas ao teto de R$ 50 milhões por ocorrência.

As penalidades preveem ainda a proibição de celebração de contratos com a administração pública e restrição ao acesso de crédito em instituições financeiras oficiais.

Argumentação do projeto e posicionamento do setor produtivo

A justificativa do projeto apoia-se em dados de bem-estar animal e na busca por agregação de valor na indústria frigorífica nacional, citando o embarque de 1,07 milhão de bovinos vivos pelo Brasil em 2025 com receita de US$ 1 bilhão. Em contrapartida, a ATNP sustenta que a exportação de animais em pé mantém a competitividade do mercado e reduz a concentração de compradores locais. A associação defende o fortalecimento de protocolos de fiscalização e rastreabilidade em substituição ao banimento definitivo da atividade.

O projeto de lei aguarda tramitação nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados para debates com o setor produtivo.

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Fonte: Tocantins Rural

Foto: Getty Images / Divulgação

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