A redução no volume de água do Rio Tocantins provocou o encalhe de duas balsas de transporte fluvial entre os municípios de Pedro Afonso e Tupirama, na região central do Estado. Em um dos episódios, ocorrido entre os dias 18 e 19 de outubro de 2026, uma embarcação carregada com caminhões permaneceu retida em um banco de areia por mais de 18 horas. O agravamento da estiagem na bacia hidrográfica tem dificultado a navegação e a fluidez do tráfego rodoviário de cargas no trecho.
Restrições de tráfego na ponte da BR-235 e dependência do modal fluvial
A travessia de veículos de grande porte na região depende do serviço de balsas em razão das restrições operacionais mantidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na ponte sobre o Rio Tocantins, localizada no km 164 da BR-235. A estrutura metálica e de concreto passa por monitoramento técnico contínuo devido a comprometimentos estruturais nas fundações, permitindo exclusivamente a passagem de veículos leves. O órgão federal prevê a publicação do edital de licitação para a construção de uma nova ponte para a próxima sexta-feira, 23 de outubro, com prazo de execução estipulado em 28 meses após a assinatura da ordem de serviço.
Articulação operacional com a UHE Lajeado e gestão de vazão
Diante do estresse hídrico no leito do rio, a concessionária responsável pela operação das balsas, a empresa Pippes, mantém interlocução com a Investco, administradora da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães (UHE Lajeado). O procedimento visa solicitar adequações temporárias na liberação da vazão da barragem junto ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), visando a elevação do nível da água no trecho afetado e a mitigação dos riscos de novos encalhes durante o período estival.
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Fonte: Tocantins Rural
Foto: Divulgação / Marcos Antônio