Araguaína vive um paradoxo perigoso em suas ruas e avenidas. Segundo o relatório anual do Programa Vida no Trânsito (PVT), divulgado pela Agência de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT), o número de acidentes fatais deu um salto alarmante de 37% entre 2024 e 2025. Enquanto o total de batidas caiu, a letalidade aumentou: 48 vidas foram perdidas no último ano, com um perfil de vítima bem definido: homens jovens e condutores de motocicletas.
O levantamento detalhado, que integra dados das Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal, além de Bombeiros e IML, serve como base para novas estratégias de segurança. O foco agora é entender por que, mesmo com menos acidentes, o número de mortes subiu de 35 (em 2024) para 48 (em 2025).
O Perfil da Tragédia:
- As Vítimas: Dos 48 óbitos, 21 eram motociclistas (41,7% do total).
- Gênero e Idade: A maioria absoluta (34) era do sexo masculino, com concentração na faixa etária de 18 a 25 anos.
- Pontos Críticos: O perímetro urbano da BR-153 registrou picos de fatalidades, especialmente nos meses de dezembro e janeiro (férias escolares).
Um dado curioso do relatório é a redução de 13,98% no total de ocorrências registradas (de 2.324 para 1.999). Para a presidente do Comitê Gestor do PVT, Diva Furtado, isso mostra que as ações de conscientização estão evitando pequenas colisões, mas a imprudência em alta velocidade ou sob efeito de álcool continua tornando os acidentes restantes muito mais graves.
Ações de Combate:
- Fiscalização: Mais de 7.300 motoristas foram autuados por infrações diversas em 2025.
- Remoções: Quase 300 veículos foram retirados de circulação por irregularidades graves ou falta de habilitação do condutor.
- Educação: A ASTT realizou cerca de mil ações educativas em escolas e áreas sensíveis da cidade ao longo do último ano.
A ASTT reforça que o monitoramento por radares e as blitze educativas serão intensificados em 2026 para tentar reverter esses números. O foco será o combate ao uso do celular ao volante e o respeito aos limites de velocidade, fatores que transformam uma simples batida em um sinistro fatal.
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Foto: Marcos Sandes Filho/Secom Araguaína