O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), deu início nesta quinta-feira (9) à fase prática da rastreabilidade bovina individual. A primeira visita técnica ocorreu na Fazenda Brasil Novo, em Palmas, marcando o começo dos testes de identificação que permitirão acompanhar cada animal do nascimento ao abate, substituindo o atual modelo por lotes.
A iniciativa coloca o Tocantins na vanguarda do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Pnib), que prevê a cobertura total do rebanho brasileiro até 2032.
A estratégia da Adapec nesta fase é selecionar cerca de 12 propriedades por regional (Palmas, Araguaína e Gurupi), priorizando fazendas com até 200 animais.
O sistema permite agir com precisão cirúrgica em casos de doenças, identificando exatamente a origem do animal. Produtores, como Célio Mascarenhas, destacam que a tecnologia melhora o controle interno e valoriza o preço final da arroba.
O Tocantins abate anualmente mais de 1,4 milhão de cabeças, produzindo 380 mil toneladas de carne. Atualmente, um terço desse volume é exportado.
“A rastreabilidade aumenta a confiabilidade da nossa produção. Quando comprovamos a origem e o histórico, o produto ganha valor e reconhecimento internacional”, explica Márcio Rezende, diretor da Adapec.
Cronograma e Metas
- 2025: Estruturação da base de dados e capacitação de servidores.
- 2026: Início da identificação individual em larga escala (machos e fêmeas).
- Objetivo: Antecipar as etapas nacionais para garantir que a carne tocantinense acesse mercados premium antes dos concorrentes.
A ação é um desdobramento do curso técnico realizado recentemente em Miranorte, que preparou 60 servidores para atuar nesta transição tecnológica do campo.
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Fonte: Governo do Tocantins
Foto: Aldemar Ribeiro / Governo do Tocantins