A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por meio da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) de Palmas, deflagrou a terceira etapa da Operação Custos no dia 2 de setembro de 2026. A ação policial resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão domiciliar na capital, direcionados ao combate de crimes de violência sexual e ao armazenamento ilícito de conteúdos digitais envolvendo crianças e adolescentes. As apurações integraram uma mobilização coordenada em âmbito estadual.
A intervenção decorre do compartilhamento de dados com a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, no contexto da Operação Proteção Integral V.
Cumprimento de mandados e apreensão de equipamentos
As diligências policiais identificaram os endereços associados a um investigado de 20 anos, residente em Palmas, apontado por manter arquivos com conteúdos ilícitos em ambiente digital. Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca domiciliar, os agentes da DRCC efetuaram a apreensão de dispositivos eletrônicos de uso pessoal e profissional do suspeito. Todo o material recolhido passará por perícia técnica especializada para a identificação da origem dos arquivos e extração de dados analíticos.
Após as apreensões, o investigado compareceu à sede da divisão especializada para prestar depoimento formal às autoridades policiais.
Perícia técnica e enquadramento legal
O investigado foi enquadrado inicialmente nas sanções previstas no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A ação ostensiva contou com o suporte operacional e pericial de equipes do Núcleo Especializado de Computação Forense de Palmas. Os relatórios produzidos pelos peritos serão anexados ao inquérito policial e encaminhados ao Poder Judiciário para a sequência das medidas processuais cabíveis.
O inquérito prossegue sob a responsabilidade da Polícia Civil para a conclusão das análises periciais.
Fonte: Rogério de Oliveira / Governo do Tocantins / Divulgação | Foto: Reprodução / Divulgação