Home Notícias Claudia Lelis propõe criação de núcleo especializado para combater violência contra mulheres indígenas

Claudia Lelis propõe criação de núcleo especializado para combater violência contra mulheres indígenas

por Revista Cenariun

A deputada estadual Claudia Lelis (PV) apresentou, nesta terça-feira (3) na Assembleia Legislativa (Aleto), um anteprojeto de lei para instituir o Núcleo Estadual de Proteção e Combate à Violência de Gênero para Mulheres Indígenas. A proposta surge como resposta ao aumento alarmante da violência contra os povos originários: na Região Norte, os registros de agressões contra mulheres indígenas saltaram 411% na última década. O objetivo é criar uma estrutura que entenda não apenas a lei, mas a língua e a cultura de cada etnia.

O projeto prevê que o atendimento deixe de ser genérico e passe a ser intercultural. Segundo a parlamentar, a barreira geográfica e cultural muitas vezes impede que a Lei Maria da Penha chegue efetivamente dentro das terras demarcadas. “As mulheres indígenas precisam de um suporte que compreenda seu território e suas tradições”, afirmou Claudia Lelis.

Como funcionará o Núcleo:

  • Atuação Integrada: O órgão contará com a participação da Funai, Ministério Público Federal e Estadual, Defensoria Pública e Polícia Civil (por meio da Delegacia da Mulher).
  • Acesso Direto: A estrutura deve garantir que medidas protetivas sejam aplicadas dentro das aldeias e territórios isolados.
  • Formação Especializada: As equipes passarão por treinamentos para lidar com a diversidade étnica do Tocantins, respeitando a autodeterminação dos povos.

A urgência da medida é sustentada por números preocupantes. No Tocantins, 64% das mulheres indígenas que sofrem agressões são vítimas de violência física, um índice proporcionalmente superior ao de mulheres não indígenas, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

O defensor da causa e chefe do escritório da AgSUS no Tocantins, Avanilson Karajá, reforçou que a criação do núcleo é essencial para frear a violência nas aldeias. “É um mecanismo eficaz para enfrentar uma realidade grave que temos visto de perto”, destacou.

Impacto na Rede de Proteção

A proposta agora segue para as comissões da Assembleia Legislativa. Se aprovada, o Tocantins dará um passo à frente na proteção das mulheres que mantêm viva a cultura ancestral do estado, garantindo que o direito à vida e à dignidade chegue a cada canto do território tocantinense.

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Foto: Reprodução 

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