O Sistema FAET/Senar, em Palmas, tornou-se o centro de um diálogo estratégico para o futuro do agronegócio tocantinense nesta semana. A sede recebeu a oficina de atualização do Plano de Prevenção e Combate aos Desmatamentos e Incêndios Florestais (PPCDIF/TO), conduzida pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
O encontro reuniu lideranças do setor produtivo para desenhar as diretrizes que nortearão o estado entre 2026 e 2030. A meta é clara: criar uma política pública que proteja o meio ambiente sem travar a viabilidade econômica de quem produz no campo.
O Equilíbrio entre Produção e Preservação
Para o diretor técnico da FAET, Luiz Claudio Faria, a atualização do plano é a oportunidade de diferenciar o crime ambiental da atividade produtiva legalizada. O setor defende que o desmatamento, quando autorizado e licenciado, faz parte do desenvolvimento, enquanto o foco principal deve ser o combate rigoroso aos incêndios florestais que destroem pastagens e infraestruturas.
Os principais desafios discutidos na oficina:
- Crise Climática: Condições de seca mais severas que aumentam o risco de grandes incêndios.
- Segurança no Campo: Proteção das propriedades e dos trabalhadores rurais contra o fogo.
- Crédito Rural: Como a conformidade ambiental e o controle de queimadas influenciam na liberação de recursos financeiros para o produtor.
- Metodologia Participativa: Representantes de sindicatos rurais de cidades como Pedro Afonso, Natividade e Araguaçu trouxeram a realidade local para dentro do plano estadual.
Voz ao Produtor
O presidente do Sistema FAET/Senar, Paulo Carneiro, reforçou que o produtor rural é o primeiro interessado no combate ao fogo, já que os incêndios causam prejuízos financeiros diretos. “É fundamental que o plano considere a realidade de quem produz. Estamos aqui para buscar soluções equilibradas”, destacou.
A atualização do PPCDIF/TO busca fortalecer:
- Monitoramento: Uso de tecnologia para identificar focos de incêndio em tempo real.
- Prevenção: Incentivo à criação de aceiros e manejo integrado do fogo.
- Resposta Rápida: Integração entre brigadas particulares de fazendas e o Corpo de Bombeiros.
Próximos Passos
As propostas colhidas durante a oficina técnica serão consolidadas pela Semarh e passarão por novas rodadas de consulta antes da redação final do plano. A vigência para o quinquênio 2026-2030 garantirá que o Tocantins mantenha o acesso a fundos internacionais de preservação, ao mesmo tempo em que oferece segurança jurídica para o agronegócio.
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Foto: FAET