Início ARAGUAÍNADia Mundial Contra a Raiva: Especialista do HDT-UFNT alerta sobre prevenção de doença que tem 100% de letalidade

Dia Mundial Contra a Raiva: Especialista do HDT-UFNT alerta sobre prevenção de doença que tem 100% de letalidade

por Revista Cenariun

Celebrado neste dia 28 de setembro por iniciativa da Aliança Global Contra a Raiva, o Dia Mundial Contra a Raiva acende um alerta fundamental sobre a conscientização e combate à enfermidade. A doença viral atinge seres humanos, animais domésticos e silvestres, sendo transmitida principalmente por mordidas, arranhaduras e contato com a saliva de infectados. Embora apresente uma taxa de letalidade de quase 100% após o surgimento dos primeiros sintomas, a raiva humana é totalmente prevenível quando o protocolo de profilaxia é adotado de forma imediata.

“O tempo é crucial”: O que fazer após uma possível exposição

De acordo com o médico residente de Infectologia Marciairo Kumbuessa, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), a principal forma de prevenção primária é evitar a aproximação e o contato com animais desconhecidos, nômades ou silvestres — com atenção redobrada para os morcegos —, além de manter vacinados cães e gatos de estimação.

Em situações de acidente com animais potencialmente transmissores, o infectologista destaca a medida imediata que deve ser tomada:

“Em caso de mordedura, arranhadura ou contato da saliva do animal com qualquer ferida ou mucosa, a primeira medida é lavar imediatamente o local de forma abundante com água e sabão”, orienta Kumbuessa.

O profissional enfatiza que, logo após a higienização, a vítima deve procurar uma unidade de saúde sem demora. A avaliação médica definirá a indicação da profilaxia pós-exposição, que abrange a vacina e, em episódios mais graves, a aplicação de imunoglobulina antirrábica — medicação composta por anticorpos pronta para urgências.

Atenção redobrada em áreas de mata e contato com a fauna silvestre

Pessoas que frequentam regiões de mata ou trabalham próximas à fauna silvestre precisam adotar cuidados rigorosos. A recomendação do especialista é nunca tocar, alimentar ou tentar capturar esses animais, em especial morcegos. Mesmo em lesões que aparentem ser pequenas ou imperceptíveis a olho nu, a lavagem imediata com água e sabão e o atendimento médico não devem ser negligenciados.

“Não se deve esperar pelo aparecimento de sintomas para procurar atendimento, porque, nessa fase, a doença é quase sempre fatal”, reforça Kumbuessa, ressaltando que a vacinação pós-exposição só garante eficácia plena se iniciada antes da manifestação clínica da enfermidade.

Passo a Passo: Como agir em acidentes com animais

  • 1. Higienização imediata: Lave o ferimento ou local de contato com água corrente e sabão em abundância por vários minutos.
  • 2. Busca por atendimento: Dirija-se imediatamente a uma unidade hospitalar ou posto de saúde de referência.
  • 3. Avaliação profissional: O médico indicará se há necessidade de vacina e/ou imunoglobulina antirrábica com base na gravidade do ferimento e no estado do animal.
  • 4. Observação do animal: Quando possível (em cães e gatos conhecidos), o animal deve ficar em observação por 10 dias, sem interrupção das orientações médicas.

HDT-UFNT é unidade “porta aberta” para atendimento de urgência

No Tocantins, o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) atua como referência em atendimento direto (“porta aberta”) para vítimas de acidentes com animais suspeitos. A instituição disponibiliza insumos profiláticos completos, como doses de vacina e imunobiológicos, além de suporte multiprofissional e assistência especializada para eventuais casos suspeitos ou confirmados.

Integrante da Rede HU Brasil/Ebserh desde 2015, o HDT-UFNT faz parte de uma estrutura vinculada ao Ministério da Educação (MEC) composta por 47 hospitais universitários federais em todo o país.

#DiaMundialContraARaiva #SaudePublica #Prevenção #VacinaAntirrabica #HDTUFNT #Ebserh #Infectologia #RevistaCenariun

Fonte: Andreza Azevedo, com edição de Maria Carvalho Costa (HDT-UFNT/HU Brasil)

Foto: Canva

Você também pode gostar

Deixe um comentário