O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Araguatins, ofereceu denúncia criminal contra 25 pessoas investigadas na Operação Falsum Imperium. A apuração, conduzida em conjunto com a 10ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins, apontou a existência de um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 10 milhões. O grupo utilizava páginas e anúncios falsos em redes sociais para simular canais de vendas de empresas consolidadas, ofertando pacotes turísticos, passagens aéreas e rodoviárias e outros produtos a consumidores.
As campanhas fraudulentas alcançaram mais de 3 milhões de usuários na internet.
Divisão em núcleos e estrutura da organização criminosa
De acordo com o MPTO, a organização funcionava com divisão estruturada de tarefas, distribuídas em quatro núcleos operacionais: comando; recrutamento e gestão de contas; movimentação e triangulação financeira; e núcleo familiar com foco na blindagem patrimonial. Para o funcionamento das ações, terceiros eram recrutados para ceder dados e documentos na criação de empresas de fachada e contas bancárias digitais. Os valores captados via Pix e boletos bancários eram repassados por sucessivas transferências para ocultar a origem ilícita e, em seguida, convertidos em criptoativos ou aplicados na compra de imóveis, veículos e negócios comerciais.

As movimentações atípicas incluem R$ 4,4 milhões em uma empresa comercial, R$ 2,37 milhões na conta de um policial penal e R$ 732 mil vinculados a um técnico em enfermagem.
Acusações formais, pedidos de prisão e perda de patrimônio
Os 25 investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, com a individualização das condutas de cada integrante na peça acusatória. O Ministério Público requereu ao Poder Judiciário a decretação de prisões preventivas, o bloqueio e a perda de bens ligados aos ilícitos, além da aplicação da perda alargada de patrimônio para a recomposição dos prejuízos causados às vítimas. Para os servidores públicos denunciados, o órgão ministerial pediu a perda dos cargos em caso de condenação.
A denúncia aguarda análise da Vara Criminal competente para o recebimento e início da ação penal.
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Fonte: Portal MPTO
Foto: Imagem criada por I.A – Portal MPTO