A pecuária tocantinense entra em uma nova era de transparência e controle sanitário. O lançamento do guia prático da rastreabilidade individual pela Adapec marca o início de uma transição tecnológica que permitirá acompanhar o histórico completo de cada animal, desde o nascimento até o abate. Alinhada às diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a iniciativa visa atender às crescentes exigências de mercados rigorosos, como a União Europeia e a China, que priorizam produtos com procedência garantida e sustentável.
Com o novo sistema, o Tocantins ganha agilidade para responder a eventuais crises sanitárias e fortalece o controle sobre a vacinação e a movimentação do rebanho. Para o produtor, a rastreabilidade deixa de ser apenas uma obrigação burocrática para se tornar um ativo de valorização, permitindo que a carne tocantinense acesse nichos de mercado que pagam prêmios pela qualidade e segurança alimentar.
Como funciona e o que muda?
A rastreabilidade individual utiliza códigos únicos para cada animal, geralmente aplicados via brincos eletrônicos ou convencionais. Embora a adesão ainda seja voluntária, o cronograma nacional prevê a obrigatoriedade gradual nos próximos anos. O guia lançado pela Adapec detalha os custos de implementação — que envolvem a compra dos identificadores — e orienta que a aplicação pode ser feita por qualquer pessoa treinada e devidamente cadastrada na Agência.
O sistema traz benefícios diretos à gestão da fazenda, facilitando o controle zootécnico e a eficiência produtiva, uma vez que o produtor passa a ter dados individuais precisos sobre o desempenho de cada cabeça de gado.
Cronograma de Implantação (2025–2032)
O Governo do Tocantins adotou um modelo de transição suave para que o produtor tenha tempo de se adaptar às novas normas:
- 2025 a 2026: Fase de implementação do sistema, campanhas de orientação técnica e realização de projetos-pilotos em propriedades selecionadas.
- 2027 a 2029: Início da identificação obrigatória de fêmeas (bovinas e bubalinas) durante a vacinação contra brucelose, abrangendo também os machos da mesma idade.
- 2030 a 2032: Adoção geral. Todo animal deverá possuir identificação individual antes de sua primeira movimentação, independentemente da idade ou finalidade.
A Adapec reforça que o produtor que se antecipa ao cronograma obrigatório sai na frente na conquista de novos contratos de exportação. Para mais informações, a agência disponibiliza o guia em suas unidades físicas e mantém o canal de atendimento pelo número 0800 000 4733.
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Fonte: Adapec/Governo do Tocantins
Foto: Majuh Souza/Governo do Tocantins