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Senac Tocantins promove palestra sobre combate ao trabalho infantil para alunos do Jovem Aprendiz

por Revista Cenariun

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac Tocantins) realizou a palestra intitulada “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, direcionada aos estudantes integrados ao Programa Jovem Aprendiz e aos instrutores da aprendizagem comercial da instituição. O evento pedagógico ocorreu em Palmas e integra o calendário de ações globais em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, instituído formalmente no dia 12 de junho. A iniciativa visa estruturar multiplicadores de informação dentro do ambiente escolar, capacitando os adolescentes a identificarem violações de direitos e a compreenderem os marcos legais de proteção à infância e à juventude.

A mobilização institucional articulou-se de forma intersetorial, reunindo órgãos de controle, do sistema de Justiça e da assistência social do Estado. No Tocantins, a execução do projeto ocorreu por meio de cooperação técnica estabelecida entre o Senac, o Ministério Público do Tocantins (MPTO), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Tocantins), a Superintendência Regional do Trabalho, os Conselhos Tutelares de Palmas e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, por meio da Associação para Erradicação do Trabalho Infantil.

Prevenção no contexto de grandes eventos e o papel da aprendizagem comercial

A escolha do mote temático da conferência buscou estabelecer um paralelo direto com o calendário esportivo internacional da Copa do Mundo 2026. A diretora de Educação Profissional do Senac Tocantins, Cristiana Dutra, pontuou que períodos marcados por grandes eventos de massa costumam registrar um incremento sazonal na exposição de crianças a atividades laborais informais nas ruas, como a venda ambulante e a prestação de serviços desregulamentados. A gestora enfatizou que a conscientização interna serve para que os jovens reconheçam os impactos negativos do trabalho precoce no desenvolvimento psicossocial e na saúde de seus núcleos familiares.

A palestra principal foi conduzida pela advogada Elizete Aguiar, presidente da Comissão Especial de Proteção e Defesa da Criança e Adolescente da OAB Tocantins. A palestrante detalhou as consequências nocivas do labor precoce na saúde mental dos jovens e apresentou os parâmetros normativos que diferenciam a exploração ilegal das garantias trabalhistas asseguradas pelos contratos formais de aprendizagem. A especialista argumentou que os programas de inserção assistida funcionam como ferramentas eficazes para interromper ciclos históricos de vulnerabilidade econômica e evasão escolar.

Canais de denúncia e o cronograma de mobilização urbana em Palmas

O plano de ação delineado pela rede de proteção estende as atividades para além das salas de aula da instituição de ensino profissional. O cronograma de mobilização comunitária para o mês de junho prevê a realização de audiências públicas com lideranças empresariais do comércio de bens e serviços, além de blitze educativas e panfletagens em pontos estratégicos de grande circulação de pedestres na capital. O foco das abordagens externas centra-se na sensibilização de empregadores sobre as sanções administrativas e jurídicas decorrentes do emprego de mão de obra infantojuvenil fora dos critérios legais.

Os dados colhidos pelos Conselhos Tutelares de Palmas servem para subsidiar o mapeamento de focos de vulnerabilidade e direcionar o direcionamento de vagas de qualificação profissional para famílias de baixa renda. A identificação de casos suspeitos ou confirmados de exploração de trabalho infantil pode ser reportada por qualquer cidadão de forma anônima por meio do canal nacional Disque 100, além dos contatos telefônicos plantonistas dos Conselhos Tutelares locais e das superintendências de fiscalização do trabalho. O monitoramento contínuo visa assegurar a permanência do público jovem na rede oficial de ensino regular.

Fonte: Senac Tocantins | Foto: Senac Tocantins

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