O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) emitiu uma orientação informativa nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026, alertando os eleitores sobre as estratégias de desinformação baseadas na distorção de dados reais durante o período eleitoral. O órgão apontou que a manipulação da informação não ocorre apenas por conteúdos falsos, mas também pela descontextualização de falas autênticas, uso de imagens antigas e recortes seletivos de estatísticas. A iniciativa faz parte das ações de educação política voltadas a garantir a transparência do processo eleitoral e o exercício do voto consciente.
O alerta orienta os eleitores sobre como identificar táticas de indução ao erro nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Mecanismos de distorção e diferenciação entre fato, opinião e desinformação
Entre os métodos de desinformação identificados pela Justiça Eleitoral, destacam-se os edições de áudios e vídeos que alteram o sentido original das declarações de candidatos. O TRE-TO estabelece a distinção técnica entre fatos, caracterizados como dados objetivos e comprováveis da realidade; opiniões, referentes a julgamentos subjetivos individuais; e desinformação, definida como o emprego deliberado de técnicas comunicacionais para alterar a percepção factual do público. A publicação de mídias fora de seu contexto temporal ou geográfico figura entre os recursos recorrentes no debate político.
A checagem de declarações na íntegra é recomendada como etapa essencial de verificação.
Diretrizes para checagem de conteúdos e canais formais de verificação
A Justiça Eleitoral do Tocantins recomenda procedimentos práticos para a verificação de informações, como a análise de títulos com tom alarmista, a conferência de datas de publicação e o uso de ferramentas de busca reversa para checar a origem de fotos e vídeos. Para confirmar a veracidade de conteúdos vinculados às eleições, os eleitores dispõem de canais institucionais e agências independentes de checagem, como a página Fato ou Boato, mantida pela Justiça Eleitoral.
O uso dessas ferramentas visa impedir a circulação de materiais sem a devida contextualização.
Fonte: Lanne Hadassa / Ascom TRE-TO
Foto: Divulgação / TRE-TO