Uma operação pecuária intensiva instalada no Tocantins prevê encerrar o ano de 2026 com o abate de 156 mil bovinos. A projeção é da Motta Agropecuária, empresa que mantém unidades de confinamento localizadas em Miranorte e na região entre Caseara e Marianópolis. O volume estimativo representa um crescimento de 23% em relação ao ano de 2025, quando o grupo finalizou 127 mil animais, com meta de alcançar 165 mil cabeças processadas no ciclo de 2027.
O resultado do sistema intensivo posiciona as estruturas operacionais entre as maiores do setor no país.
Estrutura dos confinamentos e investigação policial
A capacidade estática combinada das duas unidades permite o recebimento simultâneo de aproximadamente 65 mil animais em processo de engorda, cujo ciclo médio dura 110 dias. A Fazenda São Geraldo figura como o maior confinamento cadastrado junto à Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), enquanto a Fazenda Bacaba, em Miranorte, detém a maior capacidade estrutural do grupo. A unidade de Miranorte foi objeto de apuração pela Polícia Civil em abril de 2026, culminando na prisão preventiva de um ex-gerente sob suspeita de desvios financeiros ocorridos entre 2021 e 2025, acusação rebatida pela defesa do investigado na fase de inquérito.
A operação plena das instalações viabiliza a manutenção do fluxo diário de abate ao longo de todo o ano.
Integração lavoura-pecuária e área operacional
A infraestrutura do grupo no Estado abrange 51 mil hectares, com 24 mil hectares destinados à preservação ambiental e emprego de cerca de 500 trabalhadores diretos. O suporte nutricional do confinamento é garantido pela produção agrícola própria em 20 mil hectares de soja, 13 mil hectares de milho e 7 mil hectares de silagem e feno. O sistema produtivo reaproveita resíduos da pecuária para a fabricação de adubos organominerais utilizados no manejo dos solos das lavouras.
A cadeia integrada assegura o suprimento de grãos e volumoso para o plantel em confinamento.
Fonte: Tocantins Rural | Foto: Scot Consultoria / Divulgação