Uma onda de paralisações atingiu os hospitais universitários federais de todo o Brasil nesta segunda-feira (30). No Tocantins, os profissionais do Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFNT), em Araguaína, aderiram ao movimento grevista nacional. A categoria, vinculada à estatal HU Brasil (Ebserh), cobra uma reposição salarial de 25% para cobrir perdas inflacionárias, além de melhorias no Plano de Carreira (PCCS).
O impasse ganhou novos contornos após uma reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Enquanto os sindicatos buscam o diálogo, a direção da Ebserh sinalizou que pode judicializar o movimento, o que, na visão dos trabalhadores, interromperia as negociações em curso.
O que para e o que continua funcionando?
Para garantir que a população não fique desassistida em serviços vitais, o comando de greve organizou escalas de contingenciamento. No entanto, diversos setores administrativos e de especialidades estão com as atividades suspensas.
Setores com Paralisação Total:
- Administrativo, Almoxarifado e Logística.
- Tecnologia da Informação (TI) e Jurídico.
- Consultórios de Fonoaudiologia, Psicologia e Odontologia.
- Procedimentos eletivos e exames de dermatologia.
Setores com Funcionamento Reduzido (30%):
- Clínica Médica e Pediatria.
- Laboratório de análises clínicas e Raio-X.
- Farmácia, Nutrição e Centro Cirúrgico.
As Reivindicações da Categoria
Além do reajuste de 25%, os servidores denunciam uma “desigualdade nas negociações”. Segundo o sindicato, benefícios foram concedidos à alta administração, enquanto a base da pirâmide salarial permanece sem propostas concretas.
A pauta inclui:
- Valorização Profissional: Revisão imediata do Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
- Saúde Ocupacional: Concessão de dois períodos de férias de 20 dias para técnicos de radiologia.
- Cláusulas Sociais: Inclusão de garantias de bem-estar no novo Acordo Coletivo (ACT) 2026/2027.
A direção da HU Brasil informou, por meio de nota, que deve apresentar uma proposta econômica ainda na tarde desta segunda-feira (30). A estatal reforça que a data-base da categoria é 1º de junho e que o acordo vigente (2024/2026) já trouxe avanços importantes.
A empresa garantiu que, até o momento, nenhum serviço essencial foi interrompido no HDT-UFNT em Araguaína. Contudo, alertou que, caso a greve persista, entrará com um dissídio coletivo no TST para definir os percentuais mínimos de funcionamento, o que pode levar à suspensão das rodadas de conversa amigável.
O HDT-UFNT é referência em doenças tropicais para todo o Norte do Brasil. Uma greve prolongada pode gerar represamento de cirurgias eletivas e atrasos em diagnósticos importantes. A expectativa agora gira em torno da proposta que será apresentada no TST nas próximas horas.
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