Com mais de 2,4 mil casos confirmados da doença, a Prefeitura de Araguaína iniciou nesta semana a instalação de dispositivos tecnológicos para monitorar e reduzir a população do mosquito Aedes aegypti. As ações focam no uso de Ovitrampas e Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) em regiões com alta incidência de focos.
As novas estratégias permitem um combate mais preciso e menos invasivo, utilizando métodos biológicos e de monitoramento em tempo real:
- Ovitrampas (Monitoramento): Recipientes com água e palhetas de madeira que atraem as fêmeas para botar ovos. A análise semanal permite contar os ovos e identificar a densidade do mosquito em um raio de até nove quarteirões.
- Estações Disseminadoras (Ação Direta): O mosquito pousa na estação, “suja-se” com o larvicida Pyriproxyfen e, ao visitar outros criadouros, espalha o produto, matando as larvas em locais que os agentes de saúde muitas vezes não conseguem alcançar.
Os números registrados até quinta-feira (9) mostram a gravidade da situação no município:
- Casos Notificados: 5.645
- Casos Confirmados: 2.411
- Em Investigação: 1.739
“Essas tecnologias vêm para nos ajudar a reduzir os índices de infestação. As EDLs serão usadas em pontos estratégicos, como borracharias e ferros-velhos, onde há maior concentração de focos”, explica Admilson Modesto, diretor do Centro de Controle de Zoonoses.
Apesar do reforço tecnológico, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que o monitoramento não substitui o cuidado doméstico. A eliminação de recipientes com água parada, o fechamento de caixas d’água e o descarte correto de lixo continuam sendo as armas mais eficazes para evitar que a cidade atinja níveis ainda mais críticos de contaminação.
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Fonte: Prefeitura de Araguaína
Foto: Thiago Santos / Secom Araguaína