Home Central 190 Polícia Civil bloqueia R$ 21 milhões em operação contra fraudes no agronegócio em Divinópolis

Polícia Civil bloqueia R$ 21 milhões em operação contra fraudes no agronegócio em Divinópolis

por Revista Cenariun

Uma investigação sobre crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa culminou, nesta terça-feira (5), no cumprimento de mandados de busca, apreensão e bloqueio de bens na região central do estado. A Operação Laços Quebrados, conduzida pela 55ª Delegacia de Polícia de Divinópolis, mira uma fraude estruturada dentro de uma sociedade entre irmãos do ramo agropecuário.

De acordo com as investigações, um dos sócios teria realizado contratos vultosos com instituições financeiras utilizando as fazendas da família como garantia, sem o consentimento dos demais proprietários. O montante dos empréstimos ultrapassa a marca de R$ 21 milhões. O esquema contaria com a participação de filhos do investigado, que atuariam como “laranjas”, além do suporte técnico de uma contadora para a viabilização de documentos e certificados digitais falsos.

Durante as diligências em endereços urbanos e rurais, os agentes apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie, objetos de valor e dois veículos. Além do bloqueio das contas bancárias, a Justiça determinou uma medida atípica para garantir o ressarcimento das vítimas: a apreensão das safras colhidas e das que ainda estão no campo nas propriedades vinculadas à sociedade.

Empresas cerealistas da região já foram notificadas pela Polícia Civil para que não realizem pagamentos aos investigados. Os valores referentes à comercialização da produção agrícola deverão ser depositados em uma conta judicial à disposição do processo.

A operação mobilizou uma força-tarefa composta por delegacias de Paraíso do Tocantins, Pium e Cristalândia, além de agentes do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote). Para o delegado responsável, Bruno Monteiro Baeza, a prioridade neste momento é interromper a movimentação financeira do grupo e analisar os dados obtidos após a quebra do sigilo bancário e telemático dos envolvidos.

Os materiais recolhidos serão analisados pela perícia para identificar a destinação final dos recursos desviados e confirmar a extensão do uso de documentos falsificados. O caso segue sob sigilo de Justiça para permitir o avanço das oitivas e diligências complementares.

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Fonte: Governo do Tocantins 

Foto: SSP/Governo do Tocantins

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