Home ARAGUAÍNA Unidade de Acolhimento Adulto de Araguaína certifica nova turma e atinge marca de 430 atendimentos

Unidade de Acolhimento Adulto de Araguaína certifica nova turma e atinge marca de 430 atendimentos

por Revista Cenariun

A Unidade de Acolhimento Adulto de Araguaína (UAA) realizou, no último domingo, 14 de junho, a entrega de certificados para uma nova turma composta por 18 homens que concluíram o ciclo de tratamento terapêutico de seis meses para a superação da dependência de álcool e outras substâncias químicas. O serviço público municipal, mantido de forma gratuita pela Prefeitura de Araguaína por meio da Secretaria Municipal da Saúde, atua no suporte psicossocial e na reinserção comunitária. Desde a sua implementação, no ano de 2017, o equipamento assistencial já prestou atendimento a mais de 430 cidadãos.

O ingresso na instituição ocorre de maneira inteiramente voluntária e tem como porta de entrada a rede assistencial do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD III). O órgão realiza a triagem diagnóstica inicial e, conforme os critérios clínicos estabelecidos, encaminha o cidadão para o ambiente residencial temporário da unidade de acolhimento. A metodologia adota um plano terapêutico focado no restabelecimento da autonomia dos usuários e na reconstrução dos laços familiares desgastados pelas dinâmicas da dependência.

Metodologia multiprofissional e inclusão por meio de oficinas laborais

Durante o período de permanência na UAA, os acolhidos recebem o suporte contínuo de uma equipe multidisciplinar constituída por médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e profissionais de enfermagem. A secretária de Saúde de Araguaína, Dênia Rodrigues Chagas, pontuou que o escopo de atuação do programa abrange de forma simultânea os familiares dos residentes, visto que o núcleo doméstico necessita de orientação especializada para lidar com os fatores estressores e mitigar as possibilidades de episódios de recaída após a desospitalização.

A rotina interna do complexo é preenchida por atividades laborais e de capacitação técnica destinadas a preparar os usuários para o mercado de trabalho formal. Os residentes participam do manejo diário de hortas comunitárias, dos cuidados específicos com a área de piscicultura e de cursos de formação profissionalizante em segmentos como serralheria e pintura. De acordo com o coordenador da unidade, Wagner Enoque, a reabilitação por meio do trabalho e a introdução de uma rotina estruturada atuam de forma direta na elevação da autoestima e no desenvolvimento do senso de responsabilidade individual.

Continuidade do suporte terapêutico e metas de reintegração social

A conclusão das atividades na unidade residencial não encerra o monitoramento dos usuários pela rede pública de saúde. A coordenação do serviço enfatiza que o processo de manutenção da sobriedade exige um acompanhamento longitudinal por toda a vida, pautado na vigilância ambulatorial e no fortalecimento definitivo dos vínculos comunitários e religiosos de cada indivíduo. O fluxo de pós-tratamento prevê consultas periódicas de revisão nas unidades do CAPS para avaliar a estabilidade psíquica dos egressos.

Os relatórios de produtividade da Secretaria Municipal da Saúde indicam que a reinserção profissional dos recuperados constitui uma das metas prioritárias da política de assistência social local no segundo semestre de 2026. A articulação entre os setores de saúde e as agências municipais de emprego busca mapear vagas compatíveis com os ofícios desenvolvidos pelos egressos durante as oficinas, viabilizando a autonomia financeira necessária para o sustento de suas respectivas moradias.

Fonte: Ricardo Sottero / SECOM Araguaína | Foto: Thiago Santos / SECOM Araguaína

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