O Governo do Tocantins, por intermédio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), finalizou o estudo sorológico estruturado para certificar a ausência de circulação dos vírus da Influenza Aviária e da Doença de Newcastle em todo o território estadual. O monitoramento sanitário de campo abrangeu 28 propriedades rurais selecionadas de forma estratégica, englobando tanto criatórios de subsistência quanto granjas de produção em escala industrial. A conclusão dos diagnósticos laboratoriais atesta a conformidade das barreiras biológicas locais e resguarda o status sanitário da produção avícola tocantinense perante os órgãos de controle.
As equipes técnicas da agência executaram o recolhimento de amostras biológicas em 308 animais para a triagem epidemiológica. No segmento voltado à avicultura de subsistência, o mapeamento cobriu 12 propriedades e envolveu a coleta de material de 132 aves. Já no setor corporativo de exploração comercial, o rastreamento alcançou 16 unidades industriais, resultando na análise de 176 aves. Os procedimentos de amostragem seguiram os protocolos matemáticos de dispersão geográfica para garantir a representatividade das principais microrregiões produtoras do Estado.
Integração com diretrizes federais do Mapa e triagem de laboratório
As vistorias e os exames clínicos integram as metas nacionais descritas no Plano de Vigilância de Influenza Aviária e Doença de Newcastle, instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com início de vigência em novembro do ano passado. De acordo com a responsável técnica pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola da Adapec, Mariana Teles, os últimos lotes de soro sanguíneo foram remetidos aos laboratórios de referência federal nesta semana. A especialista pontuou que a totalidade dos laudos emitidos pelas instituições oficiais indicou resultado negativo para a presença de anticorpos ou antígenos relacionados às duas enfermidades.
Os fiscais agropecuários também direcionaram ações complementares para o monitoramento contínuo em áreas geográficas que servem de pouso e nidificação para espécies de aves silvestres e migratórias, consideradas os principais vetores de transmissão global da influenza aviária. O fluxo operacional consistiu em exames de triagem inicial nos laboratórios próprios da Adapec e posterior envio de contraprova aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), unidades do governo federal especializadas em biossegurança e diagnóstico molecular de alta precisão.
Segurança jurídica para a cadeia de exportação e orientações técnicas
A manutenção do Tocantins como área livre de patologias aviárias graves consolida as bases econômicas de um segmento econômico responsável pela geração de empregos formais na indústria de alimentos e no campo. O presidente da Adapec, Lenito Abreu, destacou que o estrito cumprimento das resoluções normativas confere estabilidade jurídica e comercial para os frigoríficos instalados no Estado que operam com o abate e escoamento de proteína animal para o mercado interno e externo.
Em paralelo às intervenções de biologia molecular, as equipes da defesa agropecuária desenvolveram inspeções clínicas detalhadas e repassaram orientações práticas aos produtores rurais a respeito do reforço nas telas de isolamento e desinfecção de veículos de transporte. As ações educativas focaram na conscientização sobre a obrigatoriedade da notificação imediata de quaisquer sinais de prostração ou mortalidade súbita nos plantéis, assegurando que o sistema de alerta precoce do Tocantins continue operando de forma ágil e integrada aos canais de vigilância epidemiológica do Ministério da Agricultura.
Fonte: Adapec / Welcton de Oliveira / Governo do Tocantins | Foto: Keven Lopes / Governo do Tocantins