O Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) divulgou orientações técnicas de prevenção contra afogamentos em praias e rios do Estado durante o período de férias escolares. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o Tocantins ocupa a quinta posição nacional em número de mortes por afogamento, com média de 71 óbitos anuais. As estatísticas do Ministério da Saúde indicam que 43% dos casos envolvendo crianças e adolescentes de zero a 14 anos ocorrem em ambientes de águas naturais, como rios, represas e lagos.
A alteração repentina de profundidade, aliada à presença de correntezas e buracos nos rios Tocantins e Araguaia, exige cautela dos banhistas. O consumo de bebidas alcoólicas, o desconhecimento da topografia do leito do rio e o excesso de confiança figuram entre os principais fatores desencadeadores de acidentes aquáticos.
Medidas de segurança e condutas para evitar acidentes em águas naturais
A prevenção de acidentes na água requer supervisão adulta constante e contínua sobre as crianças, uma vez que boias infláveis e brinquedos de praia não substituem a vigilância direta. O uso de coletes salva-vidas homologados é recomendado para travessias em embarcações ou permanência em áreas profundas. Entre os adolescentes, a orientação foca na proibição de saltos de cabeça e mergulhos em locais com profundidade desconhecida, prática associada a riscos de lesões corporais e traumatismos na coluna vertebral.
A escolha de pontos balneáveis fiscalizados por equipes de guarda-vidas e a permanência em áreas rasas reduzem a exposição a perigos. A conscientização sobre os limites pessoais de natação e o respeito à força das correntes hídricas constituem elementos centrais para a manutenção da integridade física dos frequentadores das praias tocantinenses.
Procedimentos de emergência e diretrizes de socorro pré-hospitalar
Em episódios de afogamento, o protocolo de emergência determina o acionamento imediato do Corpo de Bombeiros Militar. Pessoas sem treinamento especializado em salvamento aquático não devem entrar na água para efetuar o resgate direto. A recomendação técnica orienta o arremesso de objetos flutuantes, como boias, cordas ou garrafas plásticas vedadas, para que a vítima possa se apoiar até a chegada do socorro profissional.
A pessoa em situação de risco deve manter a calma, posicionar o corpo para flutuar de costas com as vias aéreas desobstruídas e sinalizar pedido de ajuda com um dos braços. Caso seja arrastada pela correnteza, a orientação é nadar em sentido diagonal a favor do fluxo d’água em direção à margem do rio.
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Fonte: Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT)
Foto: Canva / Reprodução