O jornalismo investigativo e social foi o grande protagonista da 8ª edição do Prêmio MPTO de Jornalismo, que reuniu profissionais, estudantes e autoridades para celebrar a liberdade de imprensa e a ética na comunicação. Com 46 trabalhos inscritos — incluindo produções vindas do Piauí e de Pernambuco —, a premiação reafirmou seu papel como um dos mais importantes incentivos à produção jornalística de qualidade na região.
Representando o Ministério Público, o promotor de Justiça Juan Aguirre destacou que, mesmo em tempos de inteligência artificial e mudanças tecnológicas aceleradas, o compromisso com a verdade e o combate à desinformação seguem inegociáveis. Para a instituição, uma imprensa livre e séria é pilar fundamental para a manutenção do Estado Democrático de Direito.
O evento contou com uma palestra do jornalista Maurício Ferraz, do programa Fantástico (TV Globo). Ferraz, que iniciou sua carreira no Tocantins em 1999, compartilhou os bastidores de grandes investigações nacionais e traçou paralelos entre a fiscalização jornalística e o trabalho dos promotores de Justiça. Ele ressaltou o “estigma digital” que denúncias sérias geram e defendeu o jornalismo profissional como o filtro necessário para proteger a sociedade de notícias falsas.
Vencedores por Categoria
A premiação contemplou reportagens que abordaram temas sensíveis, como violência doméstica, o sistema prisional e programas de acolhimento familiar. Confira os primeiros colocados em cada categoria profissional e acadêmica:
- Webjornalismo: Elaine Jardim (Jornal Opção), com reportagem sobre o programa Família Acolhedora.
- Telejornalismo: Kaliton Mota (TV Anhanguera), pela cobertura sobre o déficit de profissionais na Polícia Civil.
- Fotojornalismo: Djavan da Costa (Jornal Opção), registrando o impacto do acolhimento de crianças e adolescentes.
- Radiojornalismo: Jaqueline Moraes (Unitins FM), com matéria sobre os desafios de denunciar a violência doméstica.
- Estudante: Brian Stephano (Núcleo de Jornalismo On Line), destacando a proteção a mulheres vítimas de violência.
Memória e Incentivo
Desde sua criação em 2016, o prêmio já acumulou 287 trabalhos inscritos e destinou um total de R$ 317 mil em incentivos financeiros. A iniciativa é vista como uma vitrine para o papel fiscalizador do MPTO, permitindo que a sociedade compreenda melhor como a instituição atua para garantir direitos fundamentais.
Os valores das premiações variaram entre R$ 4 mil e R$ 7 mil para os primeiros lugares, reconhecendo o esforço de apuração em cinco modalidades distintas.
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Fonte: Dicom MPTO
Foto: Marcelo de Deus – Dicom MPTO